7 ótimos filmes com finais chocantes

Por vezes nos perguntamos o que torna um filme bom. Enquanto algumas pessoas já tem seus critérios estabelecidos, outras se perdem na incerteza. Porém, é certo que os minutos finais do filme são os maiores responsáveis por fazer a diferença.

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Existem vários fatores responsáveis por tornar um filme memorável. Só para ilustrar, poderíamos citar a performance do elenco, o trabalho do diretor, a originalidade ou adaptação do roteiro, a trilha sonora e várias outras coisas. Quando um filme acerta em todos esses quesitos, está confirmada sua qualidade. Contudo, mesmo que cometa um deslize aqui e outro ali, o longa pode alcançar a redenção se, nos minutos finais, conseguir capturar a atenção do espectador através de um plot twist, também conhecido como reviravolta.

Pensando nisso, listamos alguns títulos que se consagraram por apresentarem finais impactantes o suficiente para não saírem da cabeça do público. Logo abaixo você pode conferir nossa seleção. Contudo, antes que você inicie a leitura, ressaltamos que, apesar de termos tentado ao máximo evitar spoilers, pode ser que algum tenha escapulido. Logo, a leitura a seguir é por sua conta e risco.

7 – Coringa (2019)

Warner Bros.

Quando Todd Phillips, diretor conhecido por filmes como Se Beber Não Case! e Um Parto de Viagem, foi anunciado como o responsável por adaptar o icônico Príncipe Palhaço do Crime para a grande tela, não sabíamos ao certo o que esperar. Bom, no decorrer do longo continuamos com essa sensação, e dizemos isso da melhor maneira possível. Desde a introdução de Arthur Fleck, personagem vivido por Joaquin Phoenix, somos alvejados por uma dualidade de sensações. Ao longo do filme continuamos flanando entre sentir empatia por Arthur e condenar suas atitudes. Contudo, nos minutos finais do longa, simplesmente somos impactados de tal forma que nos perdemos no sentimento de surpresa e ali permanecemos por um tempo.

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Embora esse choque possa soar como um obstáculo na apreciação da narrativa, ele apenas intensifica a imersão do espectador na história. O mais engraçado é que, apesar das ações tomadas pelo Coringa, alter ego de Arthur, são previsíveis. No entanto, nos surpreendemos exatamente por vê-lo indo até o final com decisões que consideramos perversas. Além disso, Phillips fecha com chave de ouro ao perpetuar a incerteza na veracidade dos acontecimentos. Afinal, o filme é desenvolvido sob a perspectiva de Arthur e sabemos que sua instabilidade o tornam uma fonte questionável.

6 – O Turista (2010)

Columbia Pictures

Dentre todos os títulos presentes nessa lista, O Turista é, provavelmente, o mais subestimado. Embora esteja longe de ser uma obra-prima do cinema, o longa dirigido por Florian Henckel von Donnersmarck tem pontos positivos. Ao passo que o consenso crítico do Rotten Tomatoes afirma que “os cenários e atores são inegavelmente belos”, também é pontuado que Johnny Depp e Angelina Jolie não tem muita química. Contudo, precisamos discordar da descrição da trama como “lenta e confusa”. Na verdade, o enredo é muito interessante e dinâmico. Aliás, é incrível a habilidade do roteiro em vaguear entre o óbvio e o autêntico.

Ao passo que, inicialmente, Frank Tupelo, personagem de Depp parece ser apenas um corriqueiro professor de matemática, Elise Clifton-Ward, interpretada por Jolie, imediatamente teleporta p espectador para um filme de espionagem. Inclusive, isso é ainda mais notável se você assistiu Sr. e Sra. Smith. Todavia, nos minutos finais do filme, os papéis se invertem completamente, deixando a audiência chocada com a perspicácia do roteirista.

5 – Corra! (2017)

Universal Pictures

Visto que Corra! é considerado um dos melhores títulos de terror psicológico da década, não é uma surpresa vê-lo por aqui. Em suma, a trama se desenrola ao passo que Chris Washington, interpretado de forma exímia por Daniel Kaluuya, vai conhecer a família de Rose, sua namorada. Normalmente não seria necessário informar que, enquanto Chris é afrodescendente, Rose é caucasiana. Contudo, esse elemento é a principal engrenagem da narrativa. Ao longo do filme vemos a interação de Chris, não só com a família de Rose, mas com vários conhecidos da mesma e, todos eles, agem de forma sombria.

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Posteriormente acabamos descobrindo que essa pequena comunidade branca, além de racista, é extremamente perversa. Dessa forma, Jordan Peele, diretor do longa, nos inunda com críticas sociais de uma forma super digerível e ainda dá ao público um confronto super agonizante seguido por um suspiro aliviado e uma dose de esperança. Sem contar que, no decorrer do filme, somos constantemente bombardeados por informações que nos deixam boquiabertos.

4 – Garota Exemplar (2014)

20th Century Fox

Dirigido por David Fincher, o mestre do suspense, Garota Exemplar apresenta um renomado elenco composto por nomes como Ben Affleck, Rosamund Pike e Neil Patrick Harris. Ao contrário de O Turista, esse longa é querido pelas críticas e o mais bem avaliado do gênero. Surpreendentemente, seu final é considerado controverso e divide opiniões. Enquanto alguns o consideram genial, outros o acham decepcionante. Contudo, uma coisa é certa, ele definitivamente é imprevisível e chocante.

Quanto ao enredo do longa, em suma, Garota Exemplar mostra um homem tendo de lidar com o desaparecimento de sua esposa. Todavia, a busca acaba atraindo a mídia e, como resultado disso, o caso ganha uma enorme repercussão e é altamente intensificado. Surpreendentemente, o marido, interpretado por Aflleck, se torna o principal suspeito do sumiço.

3 – Nós (2019)

Universal Pictures

Também dirigido por Jordan Peele, Nós foi um dos maiores destaques do ano passado. Ao passo que vemos uma família indo passar as férias no litoral, acabamos nos surpreendendo com o rumo que a trivial viagem acaba tomando. Em certo momento, a família é atacada por um grupo de pessoas que, mais tarde, acabamos descobrindo se tratar de sósias dos mesmos. Em meio a todo alvoroço, vemos os pais incorporando heróis internos para salvar os filhos e vice-versa.

No entanto, no final, aquela que acreditávamos ser a vilã da história, se tratava, na verdade, da personagem mais injustiçada da narrativa. Então, mais uma vez nos vimos presos entre a dualidade da empatia e da condenação. Independente do que você tenha visto sobre esse filme, adiantamos desde já que, nada faz jus ao que Nós realmente é.

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2 – O Poço (2019)

Netflix

Embora existam diversas razões pelas quais você deveria assistir O Poço, como por exemplo, o enredo imprevisível, a atuação impecável, a incrível atmosfera distópica e a relação com a conjuntura atual, a principal é que o longa vai manter sua cabeça bastante ocupada durante a quarentena. Enquanto dividimos narrativas em previsíveis e surpreendentes, o mais novo sucesso da Netflix transcende essa última. Assim como Goreng, entramos no poço sem saber o que o futuro nos reserva. Contudo, felizmente, ao contrário do mesmo, não apostamos nossa vida nisso.

Mesmo como meros observadores, ficamos presos no Centro Vertical de Autogestão pois a história não sai de nossas cabeças. Tal qual Trimagasi atormentando seu colega de nível, a mensagem do longa não nos deixa em paz por um tempo. É provável que muitos sequer consigam captar o que a mesma significa e se ela é ou não real. Contudo, isso não afeta de forma alguma a experiência da audiência.

1 – Parasita (2019)

Pandora Filmes

Visto que nosso Top 3 é composto por produções do ano passado, dá pra ter uma ideia do quanto 2019 foi marcante para a história do cinema. Embora estejamos acostumados com blockbusters e quebras de bilheterias, é bom ver um filme estrangeiro ganhando espaço entre os grandes. Na verdade, assim como mencionamos anteriormente, já estava passado da hora do cinema sul-coreano ganhar destaque mundial. Felizmente, Bong Joon-ho nos mostrou que quando ultrapassamos as barreiras das legendas, encontramos diversos filmes incríveis. Aliás, Parasita foi responsável por iniciar uma revolução na indústria e mal podemos esperar para ver o que está por vir. Contudo, o que esse filme tem de tão especial?

Bom, é difícil começar a listar todas as qualidades existentes no longa. Entretanto, resolvemos focar no final surpreendente. Assim como em O Poço, a narrativa bate constantemente na tecla da disparidade social. Inclusive, a vulnerabilidade da Família Kim é tão palpável que nos vemos torcendo para a ascensão da mesma, independente do uso de meios ilegais. Todavia, nos apegamos tanto à Ki-woo e cia que acabamos esquecendo que existem outras variáveis na equação e que algumas delas se encontram na mesma situação que eles ou talvez pior. Sendo assim, é surpreendente encontrar vida no porão secreto da residência Park e um tanto quanto chocante imaginar que todos estamos sujeitos à uma situação parasitária, sendo parasitas ou hospedeiros.

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