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O mar dessa região secou e um incrível cemitério de navios veio à tona

No antigo porto em Moynaq, cidade no norte de Caracalpaquistão, república autônoma pertencente ao Usbequistão, existe um misterioso cemitério de navios abandonados.

O cemitério está literalmente no meio do deserto.

Ali já foi um porto do Mar do Aral, um dos quatro maiores lagos do mundo.

Fotos incríveis de cemitério de navios abandonados no Uzbequistão (3)

Na década de 1930, os soviéticos queriam transformar a região em uma indústria de algodão e assim deram o primeiro passo na direção do desastre.

Em apenas 40 anos, grande parte do lago secou por causa do sistema agressivo de irrigação usado pelos soviéticos no cultivo do algodão.

Fotos incríveis de cemitério de navios abandonados no Uzbequistão (4)

Os 60 mil quilômetros quadrados de água e com profundidade de 40 m em alguns locais, evaporou.

E os enormes volumes de agrotóxicos jogados no lago ao longo dos anos ficaram mais concentrados com o encolhimento do lago.

Os peixes logo morreram, interrompendo as atividades da indústria pesqueira no decorrer dos anos.

Fotos incríveis de cemitério de navios abandonados no Uzbequistão (5)

Entre os anos 1960 e 1980 houve algum sucesso: aumento de 70% na produção total do algodão da União Soviética correspondia à região.

Mas o preço a ser pago foi muito alto.

Fotos incríveis de cemitério de navios abandonados no Uzbequistão (6)

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Como resultado da sangria contínua, o mar foi dividido em dois nos anos 1990. Com o esvaziamento do lago, houve aumento da salinidade das águas.

Fotos incríveis de cemitério de navios abandonados no Uzbequistão (2)

Crédito: Flickr/Martijn Munneke

O clima da região também mudou: os verões ficaram mais quentes e curtos e os invernos se tornaram mais rigorosos e longos.

Fotos incríveis de cemitério de navios abandonados no Uzbequistão (7)

Muitos fazendeiros foram obrigados a trocar algodão pelo arroz, embora o cultivo exija muito mais água.

Taianne Rodrigues

Written by Taianne Rodrigues

*Anne* na maioria das redes sociais, catlover, jornalista. Escrevo por paixão e por trabalho. Ah! E nas horas vagas também! Sempre tenho algo a dizer e me chamam de miss perguntinha, nem sei porque... rs. Já falei que estou escrevendo um livro? Budista: acredito na Revolução Humana (interior) e potencial humano transformador de todos nós!

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