in ,

O maior mito sobre nossos cérebros é que eles são masculinos ou femininos

Daphna Joel já era uma neurocientista estabelecida em 2009, quando optou por lançar um curso de estudos de gênero na Universidade de Tel Aviv.

Enquanto preparava o currículo da aula, ela se interessou profundamente pelos mecanismos pelos quais o gênero é formado.

Sua pesquisa a levou a um experimento feito por um professor da Universidade de Maryland, que demonstrou como as características de certos neurônios em cérebros de animais podem mudar de macho para fêmea, ou vice-versa, quando expostas a um estressor por 15 minutos.

“Percebi que se certas áreas do cérebro pudessem mudar da típica ‘forma feminina’ para a típica ‘forma masculina’ sob estresse, não havia sentido em falar sobre o cérebro feminino e o cérebro masculino”, disse Joel ao Haaretz (paywall).

Na mesma época, Cordelia Fine escreveu Homens não são de Marte, Mulheres não são de Vênus: Como a nossa mente, a sociedade e o neurossexismo criam a diferença entre os sexos, que se tornaria um sucesso, depois de avistar o livro Why Gender Matters, do psicólogo americano Leonard Sax, no jardim de infância de seu filho, na Austrália.

O guia de Sax, diz ela, apresenta como fato a ideia de que “diferenças de sexo inatas no cérebro significam que meninas e meninos devem ser educados de forma diferente”.

Fine havia estudado a estrutura cerebral durante seu trabalho de PhD no Institute of Cognitive Neuroscience da University College London, então ela analisou os estudos citados por Sax.

Ela ficou “chocada com a desconexão entre o que os estudos revelaram e as implicações práticas que foram tiradas deles”.


Recomendamos para você:

Redação

Written by Redação

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

8 coisas que ajudam a aliviar a depressão naturalmente

10 livros incríveis que irão destruir e reconstruir a sua mente