Ele se formou em medicina, mas você consegue adivinhar o que ele fazia pra pagar a faculdade?

Contrariando as estatísticas.

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Mais uma história brasileira para nos encher de inspiração.

Dessa vez, o protagonista se chama Jessé Soares e mora no nordeste do Pará.

Jessé se formou em medicina na Universidade do Estado do Pará (UEPA), mas isso não é o que mais chama atenção.

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Para pagar as despesas com materiais da faculdade, Jessé vendia bombons nos ônibus de Belém.

Contrariando as estatísticas

Nascido em Limoeiro do Ajuru, cidade paraense com 25 mil habitantes, Jessé sempre correu atrás do seu sonho de ser médico. Ele completou o ensino médio graças ao esforço da mãe, agente comunitária de saúde e do pai, carpinteiro.

Agora casado e com duas filhas, ele sabia que só o seu esforço e trabalho poderia fazer com que seu sonho se tornasse realidade.

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Em 2009 ele conquistou vaga na faculdade de medicina, quando se mudou para uma quitinete no bairro do Guamá, em Belém.

Neste ano, a namorada dos tempos de cursinho ficou grávida da primeira filha. Foi aí que ele passou a vender bombons por R$ 0,50 nos ônibus da capital.

Já em 2013, Jessé buscou ajuda na internet. Através das redes sociais ele fez uma campanha para arrecadar dinheiro suficiente para se manter até o final do curso.

Felizmente Jessé concluiu o curso em 2015 e conseguiu seu registro profissional. Agora espera receber o primeiro salário para poder comemorar a conquista com amigos, família e todos aqueles que o ajudaram.

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“Foram vários momentos em que batia uma angústia de querer estudar e não ter condições, mas sempre vinha um sentimento de que, quando eu terminasse, as coisas seriam melhores. E estão melhorando”, comemora em entrevista ao G1.

“A cerimônia na universidade foi simples, agora aguardo o fim do mês para receber e fazer uma comemoração com os amigos”, contou.

A próxima meta é escolher uma área de especialização na medicina

“Eu estou estabilizando minha vida para fazer residência. Eu quero oncologia ou neuro, que são áreas que exigem bastante dedicação e estudo. Ainda não decidi se vou fazer as provas no final do ano ou em 2016”, disse.

Jessé buscou motivação no futuro das filhas Ewelyn e Ana Clara para superar as dificuldades em concluir a faculdade de medicina.

“Eu vou investir na educação delas, para que não aconteça com elas o que aconteça comigo. A minha história é legal porque terminou bem, mas não desejo o que eu passei para ninguém. Espero que elas tenham uma vida mais fácil”, revelou.

Via: globo.com.