70 Frases do Drummond para usar como LEGENDA em suas fotos. A #62 é a mais linda!

Nada melhor que uma frase do Drummond para deixar tudo mais doce!

70 Frases do Drummond para usar como LEGENDA em suas fotos. A #62 é a mais linda!
70 Frases do Drummond para usar como LEGENDA em suas fotos. A #62 é a mais linda!

Carlos Drummond de Andrade é um dos poetas brasileiros que sem exagero algum, pode ser considerado um dos mais amados por quem curte uma boa literatura.

Atuando ainda como cronista e contista, o que não falta são belos textos e mensagens para nos fazer pensar sobre os diversos sentidos que a vida possui.

Além disso, suas boas histórias também marcam a segunda geração do Modernismo brasileiro, sendo considerado então, um dos mais influentes do século XX.

E até nos dias atuais, suas obras não para de agregar adeptos de boa literatura e continuam sendo usadas como base para muitos trabalhos e criações entre os novos escritores.

Por isso, decidimos então, reunir suas principais frases e mensagens. Dessa forma, com muito carinho você poderá adornar suas fotografias nas redes sociais usando-as como legendas. Vamos lá escolher a favorita?

As melhores Frases de Carlos Drummond de Andrade

Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.

Os que amam sem amor não terão o reino dos céus.

Meu verso é minha cachaça. Todo mundo tem sua cachaça.

As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios provam apenas que a vida prossegue e nem todos se libertaram ainda.

Ser feliz sem motivo é a mais autêntica forma de felicidade.

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer, amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

E se os olhos reaprendessem a chorar seria um segundo dilúvio.

O cofre do banco contém apenas dinheiro; frustra-se quem pensar que lá encontrará riqueza

Eterno é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade que se petrifica e nenhuma força jamais o resgata.

Meu Deus, por que me abandonaste
se sabias que eu não era Deus
se sabias que eu era fraco.

Tenho apenas duas mãos e o sentimento do mundo.

Um dia desses, eu separo um tempinho e ponho em dia todos os choros que não tenho tido tempo de chorar.

Nada, ninguém. Amor, puro fantasma
que os passeia de leve, assim a cobra
se imprime na lembrança de seu trilho.

Bater à porta errada costuma resultar em descoberta.

Há um certo gosto em pensar sozinho. É ato individual, como nascer e morrer.

Amar se aprende amando.

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? Amar e esquecer, amar e malamar. Amar, desamar, amar?

E o amor sempre nessa toada: briga perdoa briga perdoa.

As casas espiam os homens
que correm atrás de mulheres.
A tarde talvez fosse azul,
não houvesse tantos desejos.

A boca beijada não guarda a marca do êxtase; ele fica na boca de quem a beijou.

Só é lutador quem sabe lutar consigo mesmo.

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal,
senão rodar também, e amar?

Não se deve xingar a vida, a gente vive, depois esquece.

Cultivamos nossas dúvidas como rosas do jardim que não possuímos.

Não preciso de dez mandamentos para viver, me basta só um: não interferir na vida dos outros.

João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili,
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.

Não basta sentir a chegada dos dias lindos. É necessário proclamar: os dias ficaram lindos!

Ninguém é igual a ninguém. Todo o ser humano é um estranho ímpar.

Depois morreremos de medo e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

A ideia da perfeição constitui uma imperfeição humana.

Amar o que o mar traz à praia,
o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

A amizade é um meio de nos isolarmos da humanidade cultivando algumas pessoas.

Há muitas razões para duvidar e uma só para crer.

E agora, José?

São mitos de calendário, tanto o ontem como o agora, e o teu aniversário é um nascer a toda hora.

Até a cor do arrependimento desbota com o tempo.

O homem atrás do bigode
é sério, simples e forte.
Quase não conversa.
Tem poucos, raros amigos
o homem atrás dos óculos e do bigode.

Amor é dado de graça, é semeado no vento, na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários.

A solidão gera inúmeros companheiros em nós mesmos.

Porque sou do tamanho daquilo que sinto, que vejo e que faço, não do tamanho que as pessoas me enxergam.

E sempre no meu sempre a mesma ausência.

Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante.

Por que Deus permite que as mães vão-se embora?

Mas as coisas findas, muito mais que lindas, essas ficarão.

Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim.

Mundo mundo vasto mundo,
se eu me chamasse Raimundo
seria uma rima, não seria uma solução.

Vamos, não chores. A infância está perdida. A mocidade está perdida. Mas a vida não se perdeu.

Temos também saudades do que não existiu, e dói bastante.

No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho. Tinha uma pedra, no meio do caminho tinha uma pedra.

O amor bate na porta. O amor bate na porta. Fui abrir e me constipei.

Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!

A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadoras.

Enquanto no mundo tem gente pensando que sabe muito, eu apenas sinto. Muito.

Meu Deus, por que me abandonaste! Se sabias que eu não era Deus, se sabias que eu era fraco.

Eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo.

Pouco importa venha a velhice, que é a velhice? Teus ombros suportam o mundo e ele não pesa mais que a mão de uma criança.

Essa ferida, meu bem, às vezes não sara nunca, às vezes sara amanhã.

Carlos, sossegue, o amor é isso que você está vendo: hoje beija, amanhã não beija, depois de amanhã é domingo e segunda-feira ninguém sabe o que será.

Eu não devia te dizer, mas essa lua, mas esse conhaque botam a gente comovido como o diabo.

Amar a nossa falta mesma de amor,
e na secura nossa amar a água implícita,
e o beijo tácito, e a sede infinita.

Morrer acontece com o que é breve e passa sem deixar vestígio.

Tenho palavras em mim buscando canal, são roucas e duras, irritadas, enérgicas, comprimidas a tanto tempo, perderam o sentido, apenas querem explodir.

Tempo disso, tempo daquilo; falta o tempo de nada.

Não, meu coração não é maior que o mundo. É muito menor. Nele não cabem nem as minhas dores.

Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons.

E resta, perdida no ar, por que melhor se conserve, uma particular tristeza, a imprimir seu selo nas nuvens.

Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto não se veem.
Um se beija no outro, refletido.
Dois amantes que são? Dois inimigos.

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