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Biblioteca cria prótese com impressora 3D para menina que nasceu sem a mão

O que uma biblioteca pública poderia fazer para ajudar uma criança que nasceu sem a mão esquerda?

A Biblioteca Pública de Harris County, na cidade de Clear Lake, no Texas, pôde ajudar e de uma forma diferente: uma prótese criada com uma impressora 3D à pedido da mãe da criança.

Como assim?

Katelyn Vincik é a criança que nasceu sem a mão esquerda. Ela tem 5 anos e vive com a família na cidade de Victoria, no Texas. A espera em uma lista por uma prótese funcional já durava mais de um ano.

Todas as noites, Katelyn questionava até quando ficaria assim, contou a mãe, Kimberly Vincik ao canal Click2Houston.

Para ajudar a filha, Kimberly procurou alternativas na Internet e foi então que descobriu que a Biblioteca Pública de Harris County tinha uma impressora 3D disponível para o público.

É a partir daqui que a aventura cheia de expectativas começa para todos os envolvidos.

A aventura

A mãe não pensou duas vezes e viajou com a família por duas horas até Clear Lake para se encontrar com o bibliotecário Jim Johnson e Patrick Ferrell, que supervisiona o laboratório de inovação da biblioteca e auxilia no uso da impressora 3D.

A impressora havia sido doada à biblioteca por um patrocinador já falecido e segundo o bibliotecário à ABC News, só tinha sido usada para criar “bugigangas” e “projetos de feiras de ciências.”

Patrick Ferrell e os voluntários Mike Craig, Robert Bannon e John Colborn sendo entrevistados pelo repórter Robert Arnold do canal de local KPRC.

Portanto, essa experiência era nova para os criadores também, como explicou o supervisor do laboratório ao jornal The Washington Post:

“Nós fomos muito abertos com a família. Nenhum de nós tinha qualquer experiência com próteses. Nós sabemos como fazer impressões em 3D e nós sabemos como construir coisas. Mas nenhum de nós tem experiência específica com próteses. E a família estava disposta a seguir em frente com isso, mesmo que nenhum de nós realmente soubesse o que estávamos fazendo exatamente.”

A prótese

Patrick Ferrell e um grupo de voluntários mediram os braços de Katelyn e escolheram o design de uma prótese que está disponível ao público no site da comunidade e-NABLE (rede internacional de voluntários que usam a tecnologia de impressão 3D para desenvolver próteses de baixo custo para crianças em todo o mundo).

Apesar de Ferrel ter dito ao The Huffington Post que o design dessa prótese tem sido testado e adotado por muitos usuários ao redor do mundo, esse não é um dispositivo aprovado pela agência FDA (Food and Drug Administration) dos Estados Unidos.

Ainda assim: “[A prótese] é geralmente reconhecida como uma alternativa benéfica para próteses profissionais mais caras.”

“Agora podemos dar as mãos”

A prótese tem as cores favoritas de Katelyn, rosa e roxo. E os criadores explicaram que o dispositivo fica preso ao braço da criança por tiras de velcro e o controle está no movimento do cotovelo.

Katelyn com irmã mais nova, Lacey.

Depois de pronta algumas semanas depois, a prótese foi entregue para Katelyn. Você consegue imaginar qual a foi reação dela?

Ferrel relatou à ABC como foi:

“Ela a colocou  como se soubesse o que estava fazendo e então disse a sua irmã: ‘Agora podemos dar as mãos’ Eu tive a honra e o privilégio de entregar o braço, mas nossos voluntários fizeram a maior parte do trabalho. Realmente foi um esforço da comunidade.”

E para os pais: “Tirou aquela sensação de estar perdido,” explicou o pai, Casey Vincik.

Foi uma novidade para todos e que fez, sem dúvida, uma verdadeira diferença na vida de Katelyn e sua família, já que anteriormente, a criança já havia usado uma prótese cosmética e que não funcionou por ser pesada e desconfortável.

Mas ali está uma criança sorridente e feliz com a sua nova prótese e que agora tem um pouco mais de facilidade para brincar!

Fontes: huffingtonpost.com, click2houston.com. Imagens: Biblioteca Pública de Harris County.

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Thank you for reading!

Taianne Rodrigues

Publicado por Taianne Rodrigues

*Anne* na maioria das redes sociais, catlover, jornalista. Escrevo por paixão e por trabalho. Ah! E nas horas vagas também! Sempre tenho algo a dizer e me chamam de miss perguntinha, nem sei porque... rs. Já falei que estou escrevendo um livro? Budista: acredito na Revolução Humana (interior) e potencial humano transformador de todos nós!

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