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Instituto das Preguiças: um dos trabalhos mais bonitos que você vai conhecer hoje.

Não deixe o nome te confundir. É tudo sobre amor aos animais.

As preguiças são animais tranquilos, mas “há um grande equívoco de porque as preguiças são lentas e preguiçosas, elas estão bem com o cativeiro”, afirma a cofundadora Sam Trull do Instituto das Preguiças na Costa Rica ao Upworthy.

O trabalho realizado pelo instituto é essencial para a sobrevivência das preguiças ainda na infância.

Isso porque os filhotes criados em cativeiro não aprenderam a habilidade de sobrevivência primária com suas mães.

E se o correto é deixá-las livres, como é o objetivo do trabalho de Sam, antes é preciso que os animais aprendam a como viver fora da segurança dos criadores.

Processo lento

Devolver as preguiças de volta à natureza é um processo lento e difícil.

Além de os filhotes criados em cativeiro não terem as habilidades de sobrevivência, os protetores ainda não sabem o suficiente sobre a biologia, ecologia, construção social ou habilidades instintivas das preguiças para compensar o que elas não aprenderam naturalmente.

Kermie ainda bebê.

Então a responsabilidade é enorme e condiz completamente com a missão do instituto:

  • Pesquisa sobre as preguiças selvagens e de cativeiro.
  • Colaboração com outros institutos que trabalham com preguiças ao redor do mundo.
  • Educação para disseminar informação responsável e balanceada sobre as preguiças para o público.

O início do amor pelas preguiças

Sam conta que começou esse trabalho em 2013, quando teve o primeiro contato com as preguiças em uma clínica de reabilitação de animais chamada Kids Saving the Rainforest (KSTR) na Costa Rica.

Lá ela conheceu Kermie, um filhote de duas semanas que havia perdido recentemente a mãe. Como não se apaixonar? E Sam cuidou dele pelos próximos meses, assumindo todas as necessidades vitais da pequena preguiça.

“Liberação suave”

Para devolver Kermie à natureza, foi necessário uma “liberação suave”, como uma forma de dar ao animal tempo para se acostumar com o clima da selva antes de deixá-lo viver totalmente por conta própria.

Preguiça chamada Pelota.

As preguiças ficam por vários meses em uma gaiola perto do local de reabilitação na floresta e quando chega o momento de liberá-las, a porta da gaiola é deixada aberta para que elas entrem e saiam  quando quiserem.

Esse conceito foi inspirado nos lêmures que Sam acompanhou durante o seu trabalho no Duke Lemur Center.

“O objetivo é que elas eventualmente gastem mais e mais tempo fora da gaiola e mais e mais tempo comendo comida selvagens até que elas sejam 100% selvagens,” contou ela ao Upworthy.

Somente em 2015 que Sam e sua equipe liberaram Kermie e Ellen, outra preguiça, na natureza.

Sam passou dois anos no programa de reabilitação das preguiças em KSTR. Com amor transbordando pelas preguiças, foi natural para ela fundar o Instituto das Preguiças na Costa Rica em 2014.

É preciso deixar ir

A ligação que surge é inevitável, assim como ter que deixá-las voltar ao lugar ao qual pertencem. Mas através do monitoramento das preguiças soltas nas florestas, Sam sabe que o seu trabalho e de sua equipe tem sido essencial para garantir a sobrevivência delas.

Então dizer adeus é difícil a cada vez, embora seja necessário.

Monster, a preguiça dentro de uma cesta.

“Slothlove”

Durante esse tempo de trabalho com as preguiças, Sam também presenciou a morte de muitas delas, sendo que grande parte aconteceu em cativeiro. Algo devastador e ao mesmo tempo que só aumenta a sua determinação de continuar cuidando delas.

Chuck, a preguiça.

O trabalho primário do Instituto das Preguiças na Costa Rica é resgatar e reabilitar, mas Sam e sua cofundadora Seda Sejud olham um pouco além. Elas querem dar ao programa mais pesquisa e recursos necessários para ampliar o alcance e a capacidade do projeto.

E claro, tanto amor pelas preguiças não poderia passar em branco:

“Slothlove”, “Amor de Preguiça” em tradução livre, pode parecer engraçado, mas é o título do livro de fotos de Sam Trull, no qual conta sobre sua ligação com os animais resgatados, inclusive com aqueles que infelizmente não sobreviveram.

Sam define “Slothlove” da seguinte maneira em seu livro:

“A completa adoração das preguiças e o contagiante desejo de melhorar o bem-estar delas e de garantir a sua conservação.”

Monster comendo uma flor.

Sam também é fotógrafa focada na conservação da vida selvagem através de fotos intimistas e irresistíveis. Kermie, Chuck e Monster são algumas das preguiças que ela retrata em seu livro.

Uma lição valiosa

“Elas me ensinaram a nunca desistir… Que a única maneira de progredir na vida é perseverar através de cada e todo obstáculo com o conhecimento que mais um está chegando.”

Sabemos, é claro, que o instituto não é único no mundo no cuidado com preguiças.

Muitas outras organizações prezam pela recuperação de inúmeras espécies de animais, muitas em extinção.

Vale dizer que quem dedica seu tempo ao trabalho de proteger e preservar a vida, merece todo o nosso obrigado!

Fontes: upworthy.com, theslothinstitutecostarica.org.

Fotos: Sam Trull.

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Publicado por:
Taianne Rodrigues

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