Uma psicóloga durante uma palestra levantou um ponto interessante.

Ela ergueu um copo de água e todos estavam preparados para ouvir o questionamento do “copo meio cheio ou meio vazio”, mas dessa vez foi diferente.

Com um sorriso no rosto ela peguntou qual era o peso do copo. As resposta variaram entre 100 e 300 gramas.

Foi aí que ela deu a resposta que poucos esperavam: “o peso exato do copo não importa, tudo depende do tempo que você o segura”.

Segurar o copo por um minuto não é um problema. Mas se precisarmos segurá-lo por uma hora, começaremos a sentir dor no braço.

Ao segurá-lo por um dia, provavelmente nossos braços ficariam até paralisados.

O estresse e os problemas da nossa vida seguem a mesma lógica desse copo.

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Se pensarmos sobre nossas preocupações por pouco tempo, nada acontece…

Mas, quando começamos a pensar demais sobre isso, podemos nos machucar e chegar até mesmo ao ponto de nos sentirmos paralisados e incapazes de fazer qualquer coisa.

Todo mundo tem problemas e precisa de alguma forma lidar com eles, mas não podemos deixá-los tomar conta da nossa mente.

Enquanto nos preocupamos demais com nossos problemas, acabamos perdendo o controle de nossas vidas, começamos a agir por impulso e muitas vezes nos arrependemos depois.

Isso acontece, principalmente, quando não conseguimos compreender as nossas emoções.

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Sim, a vida não é fácil e precisamos lidar com situações difíceis o tempo todo, mas isso não nos fornece o atestado para deixar de agir racionalmente.

É aí que entra a Inteligência Emocional

Embora nossa sociedade valorize altos níveis de QI (Quociente de Inteligência), o QE (Quociente Emocional) é algo fundamental para alcançarmos o sucesso e o equilíbrio na vida.

Desvendando a Inteligência Emocional

O conceito de inteligência emocional apareceu em alguns estudos e textos antigos e se tornou ainda mais popular através do livro “Inteligência Emocional”, lançado em 1995 por Daniel Goleman.

A inteligência emocional pode ser definida como a habilidade de reconhecer e entender emoções em si mesmo e nos outros, e a capacidade de usar esse conhecimento para lidar com o os nossos comportamentos e relacionamentos.

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De acordo com Daniel Goleman, existem cinco elementos principais que compõem esse tipo de inteligência:

1. Autoconsciência: reconhecer e entender nossas emoções e impulsos é algo fundamental para se ter um bom Quociente Emocional.

Desenvolver a autoconsciência requer sintonia com nossos sentimentos, mas quando aprendemos a avaliar nossas emoções, podemos gerenciá-las de uma forma melhor.

2. Auto regulação: a capacidade de controlar os nossos próprios sentimentos para que eles não assumam o controle.

Essa habilidade é fundamental para deixarmos de agir por impulso em situações estressantes.

3. Motivação: uma pessoa emocionalmente inteligente é capaz de se manter sempre motivado através de metas concretas.

Mesmo diante “emoções negativas”, por conta de decepções ou derrotas, devemos manter a mente no lugar e seguir em frente.

4. Empatia: A inteligência emocional também envolve a capacidade de reconhecer e entender como as outras pessoas se sentem.

A empatia é mais do que apenas se colocar no lugar dos outros, às vezes precisamos colocar nossas opiniões de lado temporariamente e tentar ver as coisas do ponto de vista de outra pessoa.

5. Habilidades Sociais: Aqueles com um QE alto normalmente gostam de trabalhar com os outros, o que significa que ajudam a incentivar pessoas em vez de derrubá-las.

Os emocionalmente inteligentes são excelentes líderes devido à sua capacidade de gerenciar conflitos e aumentar a compaixão pelas pessoas em suas vidas.

A inteligência emocional e o sucesso

“Se suas habilidades emocionais não estão sob controle, se você não tem autoconsciência, se não é capaz de administrar suas emoções angustiantes, se não consegue ter empatia e ter relacionamentos eficazes, então não importa quão inteligente seja, você não vai muito longe.” – Daniel Goleman

Se você parar para pensar nas pessoas mais bem-sucedidas que conhece, provavelmente perceberá que muitas delas não eram os melhores alunos da classe.

Isso porque, apesar de muitos valorizarem apenas a inteligência medida por testes, a inteligência emocional pode ser algo muito mais importante em nossa sociedade.

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Estima-se que o QI representa apenas algo entre 10% e 20% do caminho rumo ao sucesso.

Os problemas que enfrentamos em nossas vidas pessoais e profissionais são muito mais complexos do que os testes que costumávamos fazer na época da escola ou da faculdade.

Lidar constantemente com esses problemas pode afetar nossas emoções e, se não tivermos capacidade de encará-las da melhor forma, elas podem acabar assumindo o comando.

Apesar de não termos muito controle sobre a emoção que experimentamos em um determinado momento, podemos controlar nossas reações a essas emoções.

Lembre-se: você não pode evitar que um pássaro atinja sua cabeça, mas você pode evitar que ele crie um ninho.

Quando reprimimos nossas emoções, elas rapidamente geram sensações desconfortáveis de tensão, estresse e ansiedade.

Essas emoções mal resolvidas acabam drenando nossa mente e corpo.

É a inteligência emocional que nos ajuda a lidar melhor com o estresse, nos tornando capazes de perceber e resolver situações difíceis antes delas piorarem.

Ninguém deveria viver estressado, ansioso e perder noites de sono por não conseguir controlar as próprias emoções.

Mas como nem todos nascem emocionalmente inteligentes, você provavelmente deve estar se perguntando como melhorar esse aspecto…

É possível melhorar nosso Quociente Emocional?

Enquanto muitos consideram o QI como algo imutável, a boa notícia é que a inteligência emocional é algo que podemos trabalhar e melhorar.

A simples ação de aprendermos a identificar nossas diferentes emoções pode nos tornar muito mais inteligentes emocionalmente.

Do livro How Emotions Are Made: The Secret Life of the Brain:

“Uma chave para inteligência emocional é ganhar novos conceitos de emoção e aprimorar os seus existentes.”

Assim como um decorador consegue diferenciar diferentes tons de uma mesma cor, precisamos saber identificar bem as nossas emoções.

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Se o único conceito de emoção negativa que você tem é “eu me sinto mal”, você vai ter dificuldade em se sentir melhor.

Quando aprendemos a discernir o que estamos sentindo, nos tornamos mais capazes de fazer algo construtivo para lidar com os problemas que causam isso.

Então, quanto antes nos acostumarmos a notar as diferenças entre coisas como raiva e irritação, melhor.

O simples fato de aprender o significado de alguns sentimentos já pode fazer uma grande diferença nessa jornada.

Aprender novas palavras emocionais ou o real sentido das que já conhecemos ajuda a melhorar nosso Quociente Emocional.

É claro que também precisamos de tempo para saber identificar distinguir essas emoções…

Fora isso, outra boa tática é criar emoções. Às vezes podemos sentir algo que não se encaixa em nenhum conceito conhecido, então uma boa saída nomear esses sentimentos.

E se você sentir um certo medo no domingo à noite sabendo que precisa trabalhar no dia seguinte? Por que não chamá-lo algo como “Dominguite”?

Se de vez em quando você sente sensações únicas, dê a elas uma denominação e aprenda a distingui-las das outras formas de medo ou euforia.

Pode parecer algo bobo, mas também pode fazer muita diferença.

Adicione novas cores à sua caixa de giz de cera emocional e você poderá desenhar uma vida emocional melhor para si e para os outros.

E agora, qual o próximo passo?

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Depois de ler o que escrevemos até agora, você provavelmente entendeu a importância da inteligência emocional para o sucesso.

Você também já deve ter identificado como certas vezes sabotamos nossas próprias vidas por conta de nossas emoções.

Por isso aprimorar o nosso Quociente Emocional é tão importante.

Além de colocar em prática as dicas que apresentamos por aqui, você também pode optar por aprender com especialistas.

Se você tem esse interesse, fique atento nessa dica de ouro:

Nos dias 01 e 02 de Setembro, acontecerá a Inteligência Emocional Convention, que contará com convidados extremamente capacitados como:

Daniel Goleman: o escritor número 1 da Inteligência Emocional no Mundo que virá para o Brasil com foco em ensinar coaches executivos, empresários e terapeutas sérios a usar a Inteligência Emocional na sua vida e nos seus negócios.

Marshall Goldsmith: Escritor Best Seller pelo New York Times, vai falar sobre quem serão os líderes do futuro, e como ele tem trabalhado com os maiores CEOs da FORTUNE 500.

Esta será uma oportunidade única para homens e mulheres de negócios comprometidos com resultados sustentáveis e que acreditam na necessidade de entender de emoções, sendo esse um fator determinante para o sucesso na vida e nos negócios.

A metodologia do programa é aprovada pelas maiores universidades do mundo como Stanford, Harvard e Cambridge.

No mundo corporativo é testado e aprovado pelas mais conceituadas instituições de desenvolvimento e gestão de pessoas, sendo usado inclusive nos programas executivos da Harvard Business School sendo 100% recomendado nos grandes MBAs nacionais e internacionais como FGV.

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