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A cura para seu vício em tecnologia está onde você menos espera: no tédio

Como filha única que cresceu antes da ascensão da Internet, o tédio era meu companheiro constante.

Os verões eram uma extensão interminável de andar de bicicleta pela cidade, ler e olhar para o céu, imaginando histórias que mais tarde escrevi em meus diários esfarrapados.

Essa tendência para o tempo de inatividade não programado foi transferida para a idade adulta, e alimentou meu processo de escrita criativa.

Então, no final dos meus 30 anos, eu comprei meu primeiro smartphone – e logo, meus períodos sonhadores e ociosos começaram a se encher.

Como escritora freelancer, fazia sentido verificar meu e-mail com frequência. Mas também gostava de navegar na Internet para dar um tempo nos momentos maçantes da criação de filhos. Checar o Facebook foi uma ótima maneira de ficar de olho em amigos distantes.

Em pouco tempo, eu nunca estava entediada: nos correios, na mercearia ou enquanto trocava o óleo.

Nada disso parecia um problema – até que notei uma sensação assustadora de confusão mental e um declínio significativo na minha escrita criativa.

Isso ficou claro enquanto estava dirigindo um dia: eu não me deixo mais ficar entediada. Eu me perguntava o quanto isso era ruim para um escritor – ou para qualquer outro tipo de criativo. Então decidi mergulhar na pesquisa sobre os benefícios inesperados do tédio.

A mente vagante

Tédio como cura para o vício em smartphones

Uma das perguntas mais comuns que os escritores recebem é: “De onde você tira suas ideias?”

A melhor resposta para mim é que recebo ideias para histórias durante períodos de pensamento associativo – isto é, deixando minha mente vagar, apenas refletindo.


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Redação

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