Presidiários e animais abandonados ganham uma chance de recomeçar nessa prisão

As fotos são incríveis. Veja!

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Já é fato que a convivência com os animais faz com que algumas pessoas conheçam um amor que nunca antes haviam imaginado existir.

Aqui mesmo no Awebic, temos inúmeras histórias de amor e dedicação entre humanos e seus animais de estimação.

Conhecemos a história de Flynn, o cãozinho de assistência treinado para salvar a vida de sua dona adolescente, Haley.

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Também nos emocionamos com a história do vovô cujo sonho era ganhar um cachorrinho, mas a esposa era contra.

Quando finalmente conseguiram convencê-la, a surpresa foi de derreter o coração.

Hoje trazemos outra história emocionante e de superação tanto para os humanos como para os animaizinhos que foram abandonados.

A história de Mike Smith

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Dono de um histórico de abuso de substâncias tóxicas, Mike Smith havia saído da cadeia apenas 10 dias atrás.

Após beber em excesso, Mike desmaiou e foi preso em uma rua bastante movimentada em Key West, na Flórida.

Quando ele ficou sóbrio, estava de volta à cadeia e admitiu que não estava surpreso com isso. O mais impressionante é que ele não tem qualquer lembrança do momento em que foi preso.

“Acabou“, Mike pensou. “Se eu não parar, vou passar o resto da minha vida na cadeia.“

Desta vez, Mike sabia que seria bem mais difícil de conseguir uma vaga no programa de abuso de substâncias.

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Enquanto esperava, ele se inscreveu para ser um cuidador da cadeia, trabalhando em uma fazenda que há duas décadas havia se tornado um braço da Cadeia de Monroe County.

Nessa fazenda, animais de todo o país que haviam sido abandonados, abusados, confiscados e doados encontraram refúgio atrás das cercas de arame farpado.

A fazenda é um lugar em que um cavalo miniatura chamado Bam Bam contempla o pasto enquanto homens de macacão laranja limpam as baias e se certificam que as vasilhas com água estão cheias.

O primeiro dia de Mike na fazenda

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Quando ouviu histórias sobre a fazenda, Mike nunca imaginou que veria aquilo!

“Pensei que fosse encontrar apenas alguns porcos”, confessou. “Não sabia que veria cobras, lagartos, crocodilos e muito mais”.

Vinte e um anos atrás, em uma estrada movimentada que passa ao lado da cadeia, um bando de patos estava quase perdendo a batalha para o trânsito.

Por causa da diminuição do número dos animais, foram colocadas no local uma cerca, uma lagoa e algumas mesas de piquenique para que os guardas da prisão pudessem aproveitar suas folgas.

Mas a notícia de que havia um santuário naquele local se espalhou e logo a população de animais da cadeia começou a crescer e a se diversificar.

Havia muita carência e a cadeia começou a se transformar no lugar certo para supri-la.

A curadora Jeanne Selander – ou Fazendeira Jeanne como é conhecida – é quem administra a fazenda e os cuidadores.

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Para os presidiários, a fazenda serve como uma fugidinha de suas duras realidades a fim de alimentar, limpar e ganhar a confiança dos animais.

Jeanne chegou à fazenda há quase 10 anos com um currículo em biologia marinha. Ela trabalhava em conjunto como veterinário, Dr. Doug Mader, no Aquário de Key West, quando ficou sabendo da vaga.

Ela tem um amor imenso pelos animais, mas nunca havia pisado em uma cadeia antes e ficou bastante apreensiva por trabalhar ao lado dos presidiários. Depois de conseguir o emprego, Jean Selander, ainda incerta, visitou o local com seu amigo do aquário, Dr. Mader.

“Pensei ‘que lugarzinho ajeitado’ e no quanto mais poderia ser feito ali. Depois de ver como o antigo fazendeiro interagia com os presidiários e comprovar que o ambiente era seguro, pensei ‘Ok. Consigo fazer isso.‘”

Na ocasião, haviam 25 animais na fazenda. A maior parte deles era de fazenda, mas alguns eram classificados como de zoológico.

Hoje, o Centro de Detenção Stock Island abriga 150 animais!

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Entre eles, Maggie, uma das três preguiças, e uma alpaca chamada Snowflake. Tem, também, Peanut, o cavalo miniatura que foi encontrado perambulando pelos Everglades (uma região grande e pantanosa do sul da Flórida) depois de ser abandonado pelo seu dono.

Os animais chegam à fazenda através de uma rede de resgate de animais que Jeanne construiu por todo país.

A rede está focada em encontrar lares para animais como Sherman, uma tartaruga africana de cativeiro, que chegou ao local após uma batida em uma boca de crack em Denver, no Colorado.

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Ou Ghost, um cavalo cego e velho (acredita-se que ele deve estar perto dos 30 anos), que chegou à fazenda em 2008, pele e osso, depois de ser abandonado em uma localidade remota e que faleceu em outubro do ano passado.

Mike Smith e Ghost se tornaram amigos. O cavalo se assustava e era muito teimoso às vezes. Os outros presidiários tinham um medo saudável – quase um respeito – por Ghost, mas Mike conseguiu conectado.

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“Me sentia à vontade perto dele“, disse. “E ao perceber que todos os outros se sentiam mal perto dele, eu sabia que tinha que fazer tudo para me certificar que ele era bem cuidado e não deixado de lado. Fazer algo bom enquanto minha situação era a pior possível me deu muita paz “, confirmou.

Alguns dos presidiários “tentam ser o cara grande e grosso“, afirma Jeanne. “E toda vez que eu os via conversando com o cavalo cego, eu ficava bastante tocada, porque é um laço que eles estavam criando com um animal que precisa deles.“

O apoio da comunidade

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Todo o envolvimento de Jeanne Selander com a comunidade e a reputação que a fazenda conquistou fez com que, dois domingos por mês, cerca de 200 pessoas visitassem a fazenda para interagir com os animais.

Muitos são recebidos pela preguiça Mo que está sempre no colo de Jeanne: “Todos pensam que ele está me abraçando, mas, na verdade, ele pensa que sou uma árvore!“

É o apoio da comunidade que permite que a fazenda continue a funcionar. A fazenda é totalmente financiada por doações. Nenhum dinheiro de imposto vai para o financiamento do projeto.

“Se eu preciso de algo, a comunidade se prontifica a ajudar“, diz Jeanne. E acrescenta: “Muitos presidiários não tem ninguém que se preocupa com eles. Ver que os animais precisam deles… significa algo para eles. E eles cuidam muito bem dos animais e, às vezes, ouço algum deles dizer aos animais ‘você está na prisão como eu‘.”

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Onde foi parar Mike Smith?

Depois de se surpreender com o que viu na fazenda e desempenhar suas funções com louvor, Mike Smith está terminando seu tratamento e conseguiu um emprego.

Hoje, ele está sóbrio, mas se lembra com carinho de sua passagem pela fazenda e do cuidado com os animais, principalmente de Misty, uma cacatua que o seguia por toda a parte falando “eu te amo”.

“[Meu tempo na fazenda] me ajudou a me manter focado. Espiritualmente me ajudou muito. Jamais esquecerei.“

Fonte: upworthy.com.