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Dieta sem carboidrato faz mal para o cérebro? Neurocientista explica

Hoje, um em cada três americanos evita o glúten — eliminando grãos e cereais da dieta. O objetivo é perder peso, aumentar a energia ou até mesmo tratar condições médicas como artrite, asma, e agora: demência.

Não tenha medo do glúten quando o assunto é saúde do cérebro.

Mosconi tem uma resposta direta quando questionada se o glúten é ruim para o cérebro: não tenha medo do glúten.

Segundo a ciência revisada por pares, não há conclusão de conexão entre o consumo de glúten e o declínio cognitivo.

Vale destacar que, de fato, o 1% da população que sofre de doença celíaca deve continuar a evitar o glúten. Os 6% das pessoas que podem ter sensibilidades ao glúten também deve ter cuidado. Mas para os outros 93%, uma dieta sem glúten não é apenas desnecessária, como pode fazer mal.

Por que eliminar grãos pode fazer mais mal do que bem?

Em primeiro lugar, a caça às bruxas contra o glúten levou muitas pessoas a fazer dietas com pouco carboidrato.

Como a fibra vem principalmente de grãos (além de legumes e verduras), as dietas baixas em carboidratos também podem ser extremamente baixas em fibra. Entre os cientistas, há um forte consenso de que uma dieta rica em carboidratos e fibras é crucial para a saúde do cérebro e a prevenção de Alzheimer.

E enquanto não há nada ainda provado sobre como o glúten pode causar demência, existem estudos conclusivos demonstrando que a ausência de fibra pode prejudicar nossos cérebros. As deficiências de fibras prejudicam nossas entranhas e, portanto, a população de bactérias amigas nessas entranhas (o microbioma).


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