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Sonhando em reduzir desigualdades, brasileiro se destaca ao ser aprovado em…

Quem sonha, sempre vai mais longe!

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Um dos jovens prodigiosos do Brasil é o baiano Rafael Santos, de 18 anos. O garoto sempre se interessou por tudo, buscando entender como as coisas funcionavam. Depois de ter um currículo recheado, o rapaz passou em 11 universidades dos EUA e sonha em reduzir desigualdades.

Entrava no carro e começava a pensar como ele funcionava, olhava para o céu e refletia sobre a origem do universo, por que as estrelas brilhavam”, conta.

Com esse espírito questionador, Rafael passou a participar da Olimpíada Brasileira de Robótica quando estava no 6º ano. Ele gostava tanto das engrenagens que fazia disso um passatempo, usando os fins de semana para explorar possibilidades.

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Ele acabou adquirindo mais conhecimento ainda por conta própria e dois anos depois conquistou uma medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Física.

Depois disso, ele e a família se mudaram para Tallahassee. na Florida, onde ele teve a oportunidade de estagiar no National High Magnetic Field Laboratory por seis meses, um dos maiores laboratórios de magnetismo do planeta.

A forma como a física respondia minhas perguntas, traduzindo a beleza da natureza pela matemática, me encantava de tal forma que ficou claro que queria trabalhar com física para o resto da vida”, contou.

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De volta ao Brasil depois dessa experiência internacional, Rafael foi convidado a estudar com bolsa integral no Farias Brito, renomado colégio de Fortaleza.

Por lá, ele estudou para participar de olimpíadas nacionais e internacionais, chegando a ganhar o segundo lugar na Latin American Robotics Competition, além do bronze em Irsael, na International Physics Olympiad (IPhO).

Foi durante esse período que Rafael percebeu que seu lugar era no exterior, com maiores recursos.

Percebi como os grandes nomes da ciência, como Einstein e Feymann, eram estrangeiros. E eu me perguntei: por quê? Onde estão os brasileiros nessa história?”.

Cursando o último ano do ensino médio, se preparando paras as competições olímpicas e buscando uma chance de estudar no exterior, Rafael até ministrou aula.

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Tinha dias que eu também dava aulas de física na minha própria escola e no Instituto Federal do Ceará, como parte de um projeto voluntário para democratizar o acesso às olimpíadas de física”, conta.

Durante esse período, Rafael percebeu as limitações e as desigualdades existentes para que os alunos tenham acesso à uma educação de qualidade, por isso pretende usar seu conhecimento para reduzir essa disparidade.

Quero trabalhar com pesquisa fundamental em física, buscar entender com profundidade como a natureza funciona, e aplicar esses avanços para criar tecnologias que tenham um impacto direto na humanidade”.

Rafael ganhou medalha de bronze na International Physics Olympiad (IPhO), em Israel

O processo seletivo das universidades americanas é muito extenso e difícil, são várias etapas que acontecem ao longo de um ano. Uma delas, a entrevista, é a última e talvez a que mais preocupou Rafael, já que ele sofre de gagueira. Ele inclusive usou esse problema como tema de uma redação.

Sempre tive esse problema, e por ter sido um dos fatores que mais definiram minha vida, decidi escrever sobre isso”, conta.

Felizmente deu tudo certo e o baiano passou em 11 universidades americanas, incluindo a famosa Harvard. Entretanto, ele optou por ir para Stanford estudar Física.

O dia em que fui aceito foi o melhor da minha vida. Levei algumas semanas para processar a informação, mas depois de algum tempo, me dei conta de que não foi algo aleatório. Trabalhei duro durante muitos anos para alcançar esse sonho”, disse.

Por causa da pandemia, Rafael irá entrar para a universidade no ano que vem.

Fonte: R7