Você sabia que bebês bilíngues têm um cérebro mais flexível?

Bebês expostos a múltiplas línguas desenvolvem habilidade especial.

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Bebês expostos a duas línguas diferentes durante seu primeiro ano de vida podem desenvolver uma vantagem cognitiva sobre as crianças monolíngues.

Uma dessas vantagens é a habilidade para resolver problemas.

Ok, eu sei o que você está pensando: bebês ainda não têm nenhum problema para resolver, certo?

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Porém, esse impulso pode permanecer até a vida adulta.

Aprender inglês desde cedo traz muitas vantagens pessoais e profissionais.

Mais conectividade

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Pesquisas anteriores mostraram que pessoas que falam várias línguas têm mais conectividade em áreas do cérebro que envolvem funções executivas.

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Com isso, pesquisadores da Universidade de Washington estavam ansiosos para descobrir se esses mesmos efeitos poderiam ser detectados em bebês que ainda não tinham começado a falar.

Como funcionou o experimento

Os cientistas recrutaram 16 bebês com 11 meses de idade (através de seus pais, claro). Metade das crianças vinha de famílias que só falam inglês. A outra metade, de famílias que falam inglês e espanhol.

Os pesquisadores utilizaram magnetoencefalografia (MEG) para medir a atividade dos cérebros dos bebês. As crianças ouviam uma transmissão de discursos sem sentido, que eram comuns tanto para inglês ou espanhol, como mostrado no vídeo abaixo.

O vídeo está em inglês, mas você pode clicar em “detalhes” e escolher a opção de legendas em português.

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Veja o vídeo no YouTube.

Resultado da pesquisa

Os bebês das famílias bilíngues exibiram fortes respostas cerebrais para os sons, tanto inglês como espanhol. Por outro lado, bebês de famílias que falam apenas inglês só responderam aos sons em inglês, sugerindo que sons em espanhol não foram foneticamente processados.

Isso indica que, mesmo antes que os bebês comecem a falar, eles são capazes de reconhecer sons linguísticos.

Contudo, o resultado muito mais importante é que as respostas neurológicas de bebês bilíngues ocorreram em certas áreas do cérebro responsáveis por funções executivas, como o córtex pré-frontal e orbitofrontal.

Já as respostas dos cérebros de bebês monolíngues não alcançaram essas regiões.

Conclusão

Os pesquisadores concluíram que a necessidade de distinguir entre duas línguas apresenta um desafio cognitivo aos bebês bilíngues. Isso exige que novas áreas dos seus cérebros sejam engajadas, reforçando assim suas capacidades de funções executivas.

De acordo com a coautora do estudo, Naja Ferjan Ramírez, essas descobertas sugerem que bilinguismo forma não só desenvolvimento linguístico, mas também um desenvolvimento cognitivo em geral.

Em outras palavras, bebês expostos a múltiplas línguas são predispostos a fortalecer as conexões nas áreas do cérebro que são necessárias para o pensamento flexível e solução de problemas.

Fonte: iflscience.com.

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