Conheça os benefícios psicológicos de cozinhar para outras pessoas

Cozinhar é muito mais do que criar algo para comer.

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Pessoas que gostam de cozinhar usam qualquer desculpa para aquecer seus fornos.

Elas assam um bolo para comemorar aniversários, fazem biscoitos para celebrar um feriado e presenteiam com brownies todo mundo que adora chocolate.

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Foto: Pixabay.

Se você é uma dessas pessoas, temos uma ótima notícia: cozinhar é muito mais do que criar algo para comer.

Especialmente quando se cozinha para outras pessoas, essa arte pode vir acompanhada de uma série de benefícios psicológicos.

Cozinhar é uma forma de autoexpressão e comunicação

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Foto: Pixabay.

“Cozinhar permite a expressão criativa das pessoas”, afirma o professor de Ciências Psicológicas e Cerebrais da Universidade de Boston, Donna Pincus.

O mesmo professor também afirma que cozinhar, assim como pintar e tocar algum instrumento, é uma forma de expressão criativa que ajuda a aliviar o estresse, tornando a vida de quem o faz por amor ser mais saudável.

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Além disso, cozinhar para outras pessoas também pode ser uma forma útil de comunicar os sentimentos.

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Susan Whitbourne, professora de Psicologia e Ciências Cerebrais da Universidade de Massachusetts, lembra da cultura norte-americana de levar comidas para ‘celebrar’ a morte de um ente querido.

“Pode ser útil para as pessoas que têm dificuldade em expressar seus sentimentos em palavras para demonstrar zelo, carinho ou simpatia por meio de pratos feitos com amor, bolos ou doces.”

Ou seja: ‘um brigadeirão vale mais que mil palavras’.

“Em muitas culturas, em muitos países, o alimento é realmente uma expressão de amor, e é muito bonito porque é algo com que realmente todos nos relacionamos”, conta Julie Ohana, assistente social médica licenciada e terapeuta de arte culinária.

Cozinhar para si e para os outros é um tipo de meditação

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Isso porque quando se está cozinhando, é preciso atenção plena no presente (esquecer os cookies no forno está fora de cogitação, não é mesmo?).

E como nós já sabemos, manter a mente no presente traz inúmeros benefícios a longo prazo, como aumentar a felicidade e reduzir o estresse diário..

“Cozinhar realmente exige atenção total. Você tem que fazer medidas e se concentrar fisicamente no rolamento da massa. Se você está concentrado no cheiro e no gosto dos alimentos que prepara, é porque está presente na sua própria criação. Esse ato de atenção no momento presente também pode ter um resultado na redução do estresse”, explica o professor Pincus.

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Isso explica porque a arte culinária é uma das terapias mais comuns, encaixando-se num tipo de terapia conhecido como ativação comportamental.

Ohana diz que mais e mais pessoas a estão usando, porque é possível associá-la a outras terapias tradicionais.

“Cozinhar é pensar passo a passo e seguir as especificidades do aqui e agora, mas também é estar pensando em receitas como um todo, o prato como um todo, o que vai fazer com ele, quem vai comer, a que horas será servido. Esse compartilhamento ajuda a equilibrar a atenção entre os detalhes e o plano geral.”, completa Ohana.

E não só isso: a atenção plena no presente também pode ajudar a aliviar a presença de pensamentos tristes.

John Whaite, o padeiro que ganhou o programa de culinária britânico “The Great British Bake Off” em 2012, disse publicamente que cozinhar tem sido uma ajuda para ele lidar com sua depressão.

Cozinhar para o outro é uma forma de altruísmo

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O ato de cozinhar para os outros, nada mais é do que o próprio ato de doação.

A consciência disso permite que toda a sensação de bem-estar proporcionada por essa arte seja ampliada.

“(…) Cozinhar pode aumentar o significado que a vida tem pra você e melhorar sua conexão com outras pessoas”, finaliza Pincus.

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Vai dizer que não é uma delícia compartilhar aquele prato que você fez com tanto carinho com as pessoas que você ama?

Então, partiu cozinha?

Fonte: huffpostbrasil.com