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Neurociência prova que o seu ‘eu’ pode mudar a qualquer momento

Desde o seu surgimento, em meados de 1800, os estudos da mente e do cérebro vêm caminhando lentamente em busca de uma luz para um entendimento melhor do ser humano.

Com o passar do tempo, a medicina tradicional conseguiu avanços significativos nas análises e pesquisas sobre órgãos como coração, pulmões, fígado e rins.

Entretanto, o cérebro passou quase dois séculos sendo um completo mistério para a psiquiatria (que hoje se divide – popularmente – em psiquiatria clínica e neurociência*).

Felizmente, o avanço das ferramentas capazes de uma melhor visualização do nosso cérebro ajudou muito.

Está ficando cada vez mais claro a maneira que o meio ambiente, a família, os traumas e as crenças afetam o nosso comportamento e as nossas convicções.

Uma dessas convicções é a de que o nosso ‘eu’, aquela identidade com a qual nos identificamos e à qual remetemos a frase “desde que me entendo por gente…“, é único, imutável, inflexível, indissociável.

A neurociência, por sua vez, começa a mostrar, por meio de provas palpáveis, que essa convicção é uma grande bobagem.

É isso o que defende o pesquisador Evan Thompson, da Universidade de British Columbia, no Canadá.

Cientista influenciado pela crença budista, Thompson resolveu associar a subjetividade da mente a provas científicas.

Para isso, ele partiu do conceito de “anatta” – mais conhecido como “não eu“.

Esse termo traduz a ideia budista de que acreditar que somos a mesma pessoa de um ano para outro (ou até mesmo de um dia para outro) não passa de uma ilusão.

Letícia Flores

Written by Letícia Flores

Letícia, do latim "alegria". Redatora, professora e inventadora. Escreve e dá aulas de italiano por paixão; produz conteúdo por profissão. Que sorte a desta menina, não?

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