Como um time de futebol pode ser fonte de inspiração por três vezes

Uma marca na história do futebol!

Como um time de futebol pode ser fonte de inspiração por três vezes
Como um time de futebol pode ser fonte de inspiração por três vezes

Poucas coisas são mais inspiradoras que a história de Davi contra Golias. O São Paulo Futebol Clube, fundado em 1930, pode ser considerado um dos mais bem sucedidos clubes brasileiros. No tocante a títulos internacionais ele é o recordista em nosso país já tendo conquistado 12 títulos.

Entretanto, em 1992, 1993 e 2005, teve que encarar Davi contra os gigantes internacionais Barcelona, Milan e Liverpoool. E venceu as três.

O 1º Mundial de Clubes

Em 1992 o São Paulo FC ganhou a sua primeira Copa Libertadores da América jogando contra os argentinos do Newell’s Old Boys. Dessa forma adquiriu o direito de disputar o Mundial Interclubes em Tóquio, como era chamada a competição na época. Seu adversário era nada menos que a equipe catalã do Barcelona. 

Os espanhóis eram os francos favoritos para erguer a taça, já que eram comandados pelo holandês Johan Cruyff, o protagonista da fantástica “Laranja Mecânica” holandesa.

A equipe do Barcelona era uma verdadeira coleção de craques, com destaque especial para o búlgaro Stoichkov. Não à toa o time era chamado de Dream Team (Equipe dos Sonhos). Aos 12 minutos do primeiro tempo, o jogador búlgaro abriu o placar com um golaço de fora da área.

Imagem de Michal Jarmoluk por Pixabay

Em desvantagem, o tricolor comandado pelo grande Telê Santana foi para cima e virou a partida com dois gols de Raí, aos 27 minutos do primeiro tempo e aos 34 do segundo tempo, ganhando assim o seu primeiro campeonato mundial de clubes.

Os jogadores são paulinos que estavam em campo nesta decisão histórica eram Raí (capitão), Zetti, Vítor, Adílson, Ronaldão e Ronaldo Luís, Pintado, Toninho Cerezo, Cafu, Müller e Palhinha.

O 2º Mundial de Clubes

Em 1993 a equipe do São Paulo ganhou a Copa Libertadores da América novamente, mas desta vez em grande estilo, vencendo a equipe chilena do Universidad Católica pelo placar de 5 a 1.

Uma goleada que ficou registrada na Conmebol como um recorde de gols para partidas finais da Copa. Com isso o tricolor paulista embarca novamente para Tóquio para defender o título de campeão mundial ganho anteriormente.

Desta vez um gigante italiano estava em seu caminho, o poderoso AC Milan (Associazione Calcio Milan), treinado pelo gigante Fabio Capello. Não seria uma tarefa das mais fáceis jogar contra esse esquadrão formado por Baresi, Maldini, Albertini, Papin, Rossi, Massaro e outros. 

A equipe tricolor não deixava o Milan jogar e na primeira oportunidade, aos 19 minutos do primeiro tempo, Palhinha abre o placar. O Milan era uma equipe muito bem treinada e com jogadores fantásticos. O jogo foi se desenrolando com Massaro marcando o gol de empate. Em seguida Toninho Cerezo marcou novamente e Papin aos 35 do segundo tempo empatou novamente.

Coube ao Müller fazer um lindo gol de calcanhar aos 41 minutos do segundo tempo para garantir a vitória do tricolor paulista por 3×2.

O São Paulo Futebol Clube ganhou o seu bicampeonato mundial de clubes com um esquadrão de craques dentre eles Zetti, Ronaldão (capitão), Cafu, André Luiz, Doriva, Dinho, Toninho Cerezo, Leonardo e Palhinha.

Imagem de Philipp Brügger por Pixabay

O 3º Mundial de Clubes

Mais de uma década depois, ao ganhar do Atlético Paranaense na 46ª edição da Copa Libertadores da América em 2005, o São Paulo tinha o caminho aberto para disputar o Mundial de Clubes em Tóquio.

O tricolor embarca para o Japão sabendo que terá uma verdadeira pedreira pela frente, a equipe inglesa do Liverpool. Seu adversário havia acabado de ganhar a Champions League e, além disso, uma equipe que não sofria gols há 11 jogos.

O Liverpool tinha um elenco invejável por qualquer equipe do mundo com jogadores como Gerrard, Xabi Alonso, Peter Crouch, Carragher, Morientes e Sissoko.

O técnico são-paulino Paulo Autuori sabia que teria uma verdadeira batalha no Estádio Internacional de Yokohama, mas confiava em sua equipe. Aos 26 minutos do primeiro tempo, Aloísio passou a bola para o Mineiro que invadiu a área e chutou, marcando 1 a 0 para o tricolor.

O Liverpool não se assustou e continuou pressionando a equipe são-paulina. Xabi Alonso acertou uma cabeçada no travessão, depois Gerrard cobrou uma falta com perfeição, mas de forma incrível foi defendida por Rogério Ceni. 

O goleiro são-paulino foi imbatível e em consequência de sua atuação acabou sendo eleito o melhor jogador da competição. O tricolor paulista conseguiu segurar o resultado em campo e se sagrou tricampeão mundial para alegria da nação são-paulina.