Coração vs Cérebro: afinal, quem é o responsável por nossas emoções?
Coração vs Cérebro: afinal, quem é o responsável por nossas emoções?

Coração vs Cérebro: afinal, quem é o responsável por nossas emoções?

Veja qual a relação desses órgãos tão distintos do seu corpo!

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Nós somos assim, quando o cérebro manda um sinal, nosso coração reage, independente da situação. Isso pode ser um susto, uma notícia ruim ou boa, encontro inesperado com alguém ou momentos de raiva. 

Quando uma dessas coisas acontecem, nosso coração acelera, reduz seu ritmo ou parece estar se partindo ao meio. 

Imagino que você já passou pelo menos uma vez por alguma dessas situações e sabe do que estou falando. 

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Mas daí nos perguntamos: que ganha nessa disputa? O coração ou o cérebro?

Existe algum tipo de comunicação entre o coração e o cérebro?

Será que nosso coração seria capaz de “conversar” com nosso cérebro? Será que o contrário também pode ocorrer?

Os cientistas vêm analisando essas respostas dadas pelo coração aos comandos do cérebro há anos. 

Entretanto, os estudos recentes apontam que o coração e o cérebro estão muito mais conectados do que nós imaginamos. 

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Essa comunicação entre os dois é uma via dinâmica, de mão dupla e contínua, de modo que cada um dos desses órgãos exerce influência na função do outro.

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Porém, o que se sabe hoje sobre nosso cérebro, coração e mente é que eles estão intrinsecamente conectados. E é dessa forma que um depende do outro, ou seja, se um ficar doente ou falhar, os outros podem acabar afetados também. 

Essas descobertas atuais dos cientistas indicam que além do coração ser a nossa “bomba” de sangue para o funcionamento do corpo, ele também exercer a função de enviar informações.

Além disso, o nosso coração manda estímulos de forma constante para o cérebro, ativando ou inibindo diversas áreas cerebrais, segundos as necessidades do organismo. 

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É como se nosso coração também pudesse sentir, pensar e decidir como cérebro.

Você sabia disso?

E é essa inter-relação entre esses órgãos do nosso corpo que fez cardiologistas, neurofisiologistas e neuroanatomistas juntarem forças em uma área mútua de pesquisa e iniciar a disciplina da neuro-cardiologia. 

Dentro dessa disciplina, as pesquisas e observações clínicas revelam ligações importantes entre doenças do coração e do cérebro, como elas desenvolvem-se e progridem. 

Através dessa disciplina, os médicos e pesquisadores já sabem que erros de comunicação entre o coração e o cérebro podem resultar em doenças cardíacas, incluindo infartos, problemas no suprimento sanguíneo ou morte súbita

O nosso coração também tem cérebro?

Um artigo publicado na iScience revelou a descoberta de especialistas da Thomas Jefferson University nos Estados Unidos, que mapearam pela primeira vez os neurônios de um coração humano e os recriaram em 3D. 

No processo da pesquisa, os especialistas puderam revelar que o nosso coração tem sua própria rede neuronal, complexa e suficientemente extensa, que pode ser caracterizada como o “cérebro” do coração.

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Esse sistema nervoso cardíaco onde se concentram neurotransmissores, células de apoio e proteínas, tem memória de curto e longo prazo e pode operar, independentemente do comando do sistema nervoso central. 

Além disso, o funcionamento do nosso coração é mantido pelo nosso cérebro, através de uma rede de nervos, assim como pelo sistema nervoso intra-cardíaco.

Ou seja, aquele contido no próprio coração, que atua para monitorar e corrigir quaisquer distúrbios entre estes sistemas. 

As mensagens transmitidas pelo coração em forma autônoma, com base em estímulos orgânicos, são recebidas em algumas regiões do cérebro, assim “ouvindo” atentamente sua performance.

Com base nessas pesquisas dos especialistas e em outras investigações recém divulgadas da iScience, podemos entender então que o coração se comunica com o cérebro por quatro vias, são ela:

  • Neurologicamente: através da transferência de impulsos nervosos; 
  • Via bioquímica: por hormônios e neurotransmissores;
  • Via biofísica: através de ondas de pressão; 
  • Energeticamente: por meio de interações de campos eletromagnéticos.

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O que estou sentindo: emoções ou doenças neuro-cardiológicas?

Podemos identificar esta comunicação entre o nosso coração e o nosso cérebro por meio das emoções e do estresse. 

Primeiro, precisamos entender o papel de cada um desses órgãos quando somos atacados por uma delas, seja ela positiva ou negativa.

O nosso cérebro reage alterando o funcionamento do coração. Por isso, o nosso sistema nervoso libera substâncias que fazem com que a resposta cardiovascular tenha o predomínio dos estímulos simpáticos, assim aumentando os batimentos do coração.

Já o coração do ser humano se encarrega da homeostase, em busca de manter o equilíbrio emocional. 

Ele faz isso para inibir o estresse gerado, priorizando a produção de hormônios que promovam o bem-estar, como por exemplo, a oxitocina.

Com isso, os cientistas e especialistas da área com suas pesquisas e avaliações clínicas apontam que há sim ligações importantes entre problemas que afetam nosso coração ou nosso cérebro. 

Um exemplo disso é o estresse acentuado, pois revela ainda mais essa relação entre cérebro e coração. 

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Esse sentimento de estresse pode levar ao aparecimento de disfunção no coração, incluindo a hipertensão arterial sistêmica, isquemia miocárdica silenciosa, morte súbita de causa cardíaca, doença coronária, arritmias cardíacas, síndrome metabólica, diabetes e muitos outros distúrbios. Por isso, tome cuidado! 

Além disso, é importante considerar que muitos fatores que colocam você em risco de doença cardíaca também podem colocá-lo em risco de acidente vascular cerebral e outros eventos no cérebro. 

Por isso, as condições do nosso cérebro e do nosso coração são ainda com frequência tratadas clinicamente separadas, mesmo quando ocorrem de forma simultânea no mesmo paciente.

Qual o lado bom disso tudo?

É importante que você compreenda que os fatores de risco neuro-cardiológicos podem ter consequências tanto para a saúde do coração quanto para o cérebro.

O lado bom disso tudo é que se você fizer mudanças no seu estilo de vida e investir no tratamento indicado, isso vai beneficiar e prevenir eventos cerebrais e cardíacos.

Gostou de saber como nosso coração e cérebro trabalham juntos? Fique atento a qualidade de vida que você está levando, pois todo seu sistema, tanto cardíaco e cerebral, agradecerá.