Médicos e familiares fazem movimentação emocionante para paciente terminal ver o mar

Um momento de muita emoção para a Izabel

Médicos e familiares emocionam ao levar paciente terminal para ver o mar
Médicos e familiares emocionam ao levar paciente terminal para ver o mar
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A medicina evoluiu muito nos últimos anos – e continua evoluindo. Mas, mesmo com tantas descobertas e a dedicação incansável dos médicos, ainda há alguns casos em que, infelizmente, não há mais possibilidade de cura do paciente. Pessoas como a Izabel Loiola, do Ceará, que sofre de leucemia.

Ela está em tratamento paliativo no Hospital Universitário Walter Cantídio (HUWC) e tinha um desejo: reencontrar-se com o mar. Graças a um esforço conjunto entre os profissionais de saúde, parentes e amigos, Izabel fez uma transfusão de sangue e deixou o seu leito por algumas horas para ir até a praia de Iracema.

Junto com amigos e familiares, Izabel revê o mar (Imagem: Kid Júnior/Diário do Nordeste)
(Imagem: HUWC/ Diário do Nordeste)
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“Esse é um dos momentos mais felizes da minha vida, porque eu amo o mar, amo minha família e o carinho de pessoas que cuidam de mim e que eu nem pensava que gostavam tanto de mim”, afirmou ao Diário do Nordeste.

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Desde setembro do ano passado, Izabel, de 48 anos, faz o tratamento contra a leucemia, um tipo de câncer no sangue. Ela sentiu sintomas intensos no corpo e passou por três sessões de quimioterapia. Mas acabou não respondendo ao tratamento e também não pode passar por um transplante de medula óssea.

“As vezes eu estava tão cansada, porque todo dia é igual no hospital e eu dizia ‘quero tanto ir para a praia, me deixem ir’, aí na segunda internação, quando eu terminei a quimio, peguei Covid”, explica Izabel, que estava muito ansiosa para rever o mar.

Médicos e familiares fazem movimentação emocionante para paciente termeinal ver o mar
(Imagem: Foto: Kid Júnior / Diário do Nordeste)
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A Covid atrapalhou os planos, mas o médicos não esqueceram do pedido. Os profissionais que trabalham com pacientes em estado terminal dedicam-se muito para realizar os seus últimos desejos e levar um pouco de carinho, alegria e conforto a essas pessoas.

Tratamento humanizado

“No geral, identificamos os desejos do paciente e o realizamos dentro do ambiente hospitalar. Já fizemos um casamento, reencontros, visita de animais e de crianças, uma alimentação especial, enfim, reunimos a equipe para entregar à pessoa internada o que ela deseja. Não podíamos deixar de atender ao desejo de Izabel”, disse a médica Cinara Franco à Folha, geriatra e paliativista do Hospital Universitário Walter Cantídio.

Médicos e familiares fazem movimentação emocionante para paciente termeinal ver o mar
(Imagem: Kid Júnior/Diário do Nordeste
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A nossa admiração pelos heróis da saúde, que já era grande, só cresce ao ouvirmos falar de histórias como essas. Imagine você na situação da Izabel, sabendo que não lhe resta muito tempo de vida e passando os últimos meses em um hospital.

A atitude simples de levá-la até a praia emocionou muito a paciente, que sentiu ali um misto de emoções muito fortes. A vida é feita de momentos, de memórias e ter essa oportunidade de se despedir, de aproveitar pela última vez o barulho das ondas, a água batendo no corpo, a areia nos pés, a beleza do oceano é uma sensação indescritível.

Afinal, somos todos seres humanos e o que tanto queremos é receber carinho, sermos bem tratados e amados do começo ao fim da nossa vida.

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Fonte: Diário do Nordeste / Folha de São Paulo

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