Agricultor de 78 anos tem sintomas de Alzheimer revertidos após tratamento com óleo de cannabis

Uma esperança para milhões de pessoas mundo a fora.

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Um diagnostico de Alzheimer é algo que costuma ser devastador para quem recebe e, em especial, para amigos e familiares do paciente. Afinal, essa é uma doença que não reflete tanto no físico da pessoa, mas sim nos pequenos detalhes do dia a dia. O esquecimento do rosto ou nome de alguém querido, a perda de lembrança de datas e acontecimentos importantes e, com o tempo, a perda da própria consciência.

Todo esse sofrimento é o que move cientistas a buscarem uma cura para essa doença tão cruel. E a resposta pode estar muito mais perto do que se imagina! O agricultor Delci Ruver, de 78 anos, já consegue sentir os efeitos de um dos estudos mais promissores da atualidade.

Morador da área rural de Planalto, no Sudoeste do Paraná, ele vive com a esposa Maria Ruth Gayer Ruver, de 77, e precisou ter a rotina totalmente adaptada depois do diagnóstico de Alzheimer.

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De acordo com a companheira, no começo era complicado deixá-lo sozinho. “Passei a dormir só depois que ele se deitava por medo de ele esquecer o fogão ligado ou sair de casa. Ele esquecia a porteira aberta e não podia mais ficar perto do açude pelo risco de algum acidente”, explica Maria.

Casal passou a ter uma vida mais tranquila após o início do tratamento.
Créditos: Arquivo pessoal

No entanto, as coisas mudaram após Delci começar a participar de um estudo pioneiro no Brasil sobre o uso de óleo da cannabis em pessoas com Alzheimer. Também segundo a esposa, o agricultor agora já percebe detalhes importantes e o casal consegue levar uma vida tranquila novamente.

Sou outra pessoa agora e todo mundo tem percebido isso. Meu dia a dia mudou em tudo. Eu me esquecia de coisas básicas, saía de casa para ir a um lugar e parava em outro totalmente diferente. Agora não, eu vou e volto, durmo bem, acordo mais disposto e faço meu chimarrão”, comemora Delci.

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ESTUDOS PROMISSORES

Realizado pela Unila (Universidade Federal da Integração Latino-Americana), em Foz do Iguaçu, a pesquisa estuda os efeitos do uso diário de um extrato composto por THC (Tetrahidrocanabinol) e CBD (Canabidiol).

Quase 22 meses depois de começar a fazer o tratamento, Delci teve uma reversão bem significativa dos sintomas, como melhoras no sono, memória e humor.

A doença de Alzheimer evolui muito rápido. Em aproximadamente cinco anos após o diagnóstico, o paciente tem perda cognitiva significativa. Esse é um dado importante porque nenhum medicamento convencional disponível hoje é capaz de barrar a progressão da doença”, explica a farmacêutica e neta de Delci, Ana Carolina Ruver Martins.

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RESULTADOS POSITIVOS

A cientista iniciou os estudos com canabinoides em pacientes com doença de Parkinson, mas devido à progressão rápida do Alzheimer do avô, ela decidiu se juntar a outros pesquisadores para montar um protocolo de pesquisa com o objetivo de avaliar os efeitos do tratamento para pessoas com Alzheimer.

Em 2017, o agricultor entrou como paciente da equipe de estudos, quando seu grau da doença já era moderado. Ele então passou a fazer uso diário de 500 microgramas de extrato da cannabis e hoje continua usando as gotas do composto todos os dias antes de dormir.

Em 2018, outros 28 pacientes passaram a ser acompanhados pelos estudos da Unila.
Créditos: Arquivo pessoal

Ana Carolina relembra que o THC é mais conhecido pelos efeitos psicoativos, no entanto é uma substância que tem valor terapêutico para várias doenças.

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Agora os cientistas da Unila querem dar continuidade aos estudos e, assim, ajudar mais e mais pessoas que sofrem desse mal. Por aqui, a gente torce para que as pesquisas prosperem e outras pessoas com Alzheimer possam ter acesso aos medicamentos e, assim, uma qualidade de vida muito melhor!

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Fonte: Bonde

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