É INSPIRAÇÃO PRA NÓS! Jovem negra realiza sonho e se torna a primeira médica da família

Apenas 17,6% dos médicos no Brasil se identificam como negros

Imagem: Agência UEL de Notícias
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Acabamos de celebrar, em 20 de novembro, o Dia da Consciência Negra, um marco muito importante para o nosso país. A notícia boa de hoje no Awebic tem tudo a ver com essa data. Negra e ex-aluna de escola pública, Letícia de Faria Cunha, de 25 anos, formou-se em Medicina e tornou-se a primeira médica da sua família.

O sonho foi realizado na Universidade Estadual de Londrina (UEL-PR), tendo entrado no curso pelo sistema de cotas raciais em 2016. Era a sua segunda tentativa de passar em um dos vestibulares mais concorridos do Brasil.

No entanto, o interesse pela área vem de muito antes, de quando assistia a séries de televisão protagonizadas por médicos e legistas que ajudam a resolver crimes usando os seus conhecimentos em medicina.

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Letícia ao lado da mãe, Arleide Gomes de Faria; jovem é a primeira da família a se tornar médica (imagem: reprodução/Facebook)

“Assistia muito ‘House’ e ‘CSI’. Sempre fui muito curiosa, gostava muito de entender como o corpo funcionava, como as doenças surgiam, como os remédios agiam e tudo sobre a própria investigação diagnóstica”, disse Letícia à Agência UEL de Notícias.

Apesar de os negros serem mais de 50% da população no nosso país, ainda é extremamente raro ver médicos desse grupo racial. Basta fazer uma simples pergunta a si mesmo: quantas vezes um médico negro, independentemente da especialidade, te atendeu na vida?

Segundo uma pesquisa do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apenas 17,6% dos médicos no Brasil se identificam como negros.

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“Eu mesma nunca fui atendida por um médico negro. Ainda é muito difícil que uma pessoa negra usando jaleco seja entendida como médica no ambiente hospitalar”, diz Letícia. Ela atua em uma unidade básica de saúde (UBS) em Londrina e acredita que o atendimento de um médico negro faz toda a diferença para os pacientes que também são afrodescendentes.

Letícia celebrando a formatura com a família, em dezembro de 2021 (imagem: arquivo pessoal)

Diferença no atendimento

A médica lembra do caso de uma paciente que tinha hipertensão e obesidade e não foi diagnosticada corretamente pelo profissional que a atendeu.

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“Fui olhar os remédios que haviam sido passados em outro posto de saúde para ela e, sabe quando a pessoa [que realizou o atendimento] não se preocupou em olhar para o perfil e as condições sociais?

Então, essa paciente ficou muito grata porque mudamos os medicamentos. Ela comentou que a vida era muito estressante e estava sem receber salário. Depois, ela retornou um pouco melhor e me agradeceu muito.”

A gente torce para que cada vez mais profissionais negros se formem na universidade e cheguem aos consultórios, hospitais, clínicas e UBSs de todo o país! Que tenhamos muitas outras “Letícias” realizando o seu sonho e seguindo nessa profissão incrível e tão necessária para a nossa sociedade.

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Fonte: Agência UEL de Notícias

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