Professora sofre ataque transfóbico e recebe apoio emocionante de alunos na escola em que dá aula

Esperança e empatia!

É difícil de acreditar que em pleno 2022 ainda existam pessoas que escancaram o seu preconceito contra pessoas da comunidade LGBTQIA+ com um discurso religioso e que não condiz com nada que a religião de fato prega.

Recente vítima desse pensamento conservador, a professora Jhosy Gadelha recebeu comentários transfóbicos enquanto fazia compras em uma loja da cidade que mora em Pacajus, no Ceará.

No entanto, o amor e o bem sempre ganham muito mais destaque! Após o caso repercutir pela região, os alunos da escola na qual Jhosy leciona resolveram fazer uma baita surpresa para a professora. Ao chegar na instituição, ela foi recebida com palmas, mensagens de apoio, a abraços e muito carinho.

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O caso de transfobia ocorreu quando Jhosy estava em uma loja de roupas e dona do estabelecimento passou a tratá-la de uma maneira ríspida.

A todo momento ela me tratava com pronomes masculinos. Até que cheguei para ela e pedi, com muita educação, que ela parasse com isso porque estava me ofendendo. E ela olhou na minha cara e disse que não ia me tratar por mulher porque eu não sou mulher, porque minha voz não é feminina e perguntou se por acaso eu fiz cirurgia de mudança de sexo. Ela se valia a todo momento da religião evangélica dela para me atacar. Ela disse que pessoas como eu vamos para o inferno“, relembrou.

Em entrevista à emissora online cearense TV Web Liberdade, a professora enfatizou a necessidade de espaços midiáticos que permitem que pessoas como ela possam se defender e afirmar os seus direitos. Ela ainda reforçou que não estava dando a entrevista para a atacar a religião da dona da loja, mas sim buscar ajuda e ter a sua voz ouvida.

 

COMBATE AO PRECONCEITO E INTOLERÂNCIA 

O caso de Jhoyce é um exemplo dos inúmeros ataques transfóbicos que ocorrem diariamente no Brasil. Agressões que começam em um desrespeito ao pronome correto da pessoa à situações de violências físicas, mortes e total desprezo por essa parcela tão marginalizada da sociedade.

De acordo com o relatório de 2021 da Transgender Europe (TGEU), que monitora dados globalmente levantados por instituições trans e LGBTQIA+, o Brasil é o país que ainda mais mata pessoas trans e travestis em todo o mundo pelo 13° ano consecutivo. Os dados tristes e alarmantes refletem a sociedade preconceituosa e que ainda carece de informação, empatia e políticas públicas de combate à violência contra essas minorias.

Projetos, programas e incentivos que buscam inserir pessoas trans e travestis no mercado de trabalho são inciativas que ajudam a combater o preconceito e a tirar essa comunidade da marginalização e inserir na sociedade. No entanto, cabe às pessoas cis entenderam e acolherem com amor e respeito qualquer norma que sai do padrão cisnormativo!

Em um mês que se comemora o Orgulho LGBTIQA+ é muito triste ver notícias de discriminação e preconceito contra pessoas dessa comunidade. No entanto, o acolhimento e apoio de pessoas conscientes como os alunos de Jhoyce enchem o coração de esperança!

Que essa geração futura traga ainda mais quebra de preconceitos e ajude e mudar a mentalidade dos mais velhos. Afinal, um mundo justo é um mundo para todos e todas!

Fonte: Só Notícia Boa e Trendsbr

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