Superbraille: super-herói cego ganha as páginas das histórias em quadrinhos

A publicação da HQ também é uma forma de incentivar a inclusão e a acessibilidade

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Super-heróis fazem parte da vida de todos nós. E olha que não é só na infância ou na adolescência: até mesmo na fase adulta continuamos vendo filmes e acompanhando as aventuras daqueles que têm superpoderes. Isso já mostra a importância que eles têm, não é? Foi pensando nisso que o Instituto Benjamin Constant, localizado no Rio de Janeiro, lançou as aventuras em quadrinhos do Superbraille, um super-herói cego.

No enredo, Luís é um pré-adolescente que descobre ter o poder de transformar textos de escrita comum em sistema braile – daí o nome da sua identidade secreta ser Super Braille.  “O desafio maior do Superbraille é a questão de ser uma história em quadrinhos que a gente precisa trazer para o braile as descrições dos desenhos”, explica a professora Hylea Vale, uma das autoras dos quadrinhos, em entrevista à Agência Brasil.

Primeira edição do Superbraille (imagem: Instituto Benjamin Constant)
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De acordo com Hylea, o poder do Luís vem da bengala que ganhou do avô. “Um menino que é vidente – como a gente chama na área da deficiência visual – é o menino que enxerga. E ele encontrou uma bengala mágica. Quando ele mudava de mão, ele ficava cego e conseguia passar a mão nos textos e enxergar, ou seja, passava a transformar aquilo que estava em tinta em braile.”

Te interessa?

Vinculado ao Ministério da Educação, o Instituto Benjamin Constant já faz a produção de materiais em braile há, pelo menos, 63 anos. Um exemplo é a revista Pontinhos, em que o Luís apareceu pela primeira vez – e, como fez bastante sucesso, acabou ganhando sua própria HQ.

Os dois primeiros números do Superbraille trazem histórias que foram contadas previamente na revista Pontinhos. Os leitores encontrarão os enredos “Como tudo começou”, “Aproveitando as férias…”, “Ele é o máximo!”, “Covid 19”, “Comemoração” e “A praia”. A partir da terceira edição, as histórias são inéditas.

A história também é contada em braile para que pessoas com deficiência visual possam ler (imagem ilustrativa: Observatory)
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Além de Hylea, também participam do projeto a professora Rachel Ventura Espinheira, a ilustradora Leida Maria de Oliveira Gomes e o diagramador Wanderlei Pinto da Motta.

Onde encontrar as histórias do Superbraille?

As histórias em quadrinhos do Superbraille serão publicadas de maneira gratuita a cada três meses. Você pode solicitar gratuitamente as edições preenchendo um formulário no site do Instituto Benjamin Constant – basta clicar aqui para acessar.

Essa é uma iniciativa incrível de inclusão e acessibilidade para incentivar a leitura entre as pessoas com deficiência visual e também fazer com que elas se sintam representadas nesse universo espetacular de super-heróis. Que a história do Superbraille possa chegar a cada vez mais pessoas e quem sabe o personagem não ganha até um filme?

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Parabéns a todos do Instituto Benjamin Constant pela ideia e muito sucesso com esse projeto!

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Fontes: Agência Brasil e Instituto Benjamin Constant

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