Cachorros entram em ambulância onde dono esperava por socorro

A lealdade sempre firme!

Cachorros entram em ambulância onde dono esperava por socorro
Cachorros entram em ambulância onde dono esperava por socorro

O que seria mais um socorro de rotina para a equipe do SAMU, se tornou uma intervenção totalmente atípica. 

José Antônio Pereira, de 47 anos, catador, sofre com convulsões. Recentemente sofreu mais uma crise e teve de ser socorrido. No entanto, o socorro só aconteceu quando a equipe de resgate conseguiu negociar com seus cachorros.

Ao chegar no local, a equipe notou que ninguém conseguia prestar socorro ao homem, isso porque os cães avançavam em todos que se aproximavam. Conversando a distância, o dono revelou o nome dos cães, que foram utilizados para acalmá-los.

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Mais tranquilos, a equipe conseguiu fazer o primeiro atendimento e colocar o homem sobre a maca, mas ao colocá-lo dentro da ambulância, os cachorros subiram para acompanhar o dono.

Imagem: Arquivo pessoal

“As socorristas me chamaram no nosso grupo interno, mandaram a foto dos cães dentro da viatura, e disseram que, ‘se alguém reclamasse’, elas não tiveram outra alternativa a não ser transportar os animais junto ao paciente. Elas justificaram ainda que, se não fosse assim, os cães poderiam correr atrás da ambulância e serem atropelados”, esclareceu a enfermeira responsável pela ocorrência.

 

Os cães seguiram com o dono na viatura. Ao chegar à UPA, o dono precisou ficar internado sob observação, mas os cãezinhos não o abandonaram. Bob e Chiara ficaram na porta do hospital esperando o paciente receber alta. 

Desafios de uma vida de socorro

Ao dar entrevistas sobre o caso, os enfermeiros mencionaram os desafios enfrentados, afinal, sempre estavam lidando com a vida alheia. 

O caso dos cães que não abandonaram os donos foi mais um dos casos que foi necessário além do domínio da técnica de socorrista, mas de maturidade emocional e social para lidar com a situação.

Cachorros entram em ambulância onde dono esperava por socorro

Os bombeiros expressaram uma grande humanidade ao dar continuidade ao socorro mesmo com os animais dentro da ambulância. Naquele momento foi necessário ter sabedoria para perceber que os cães eram os parentes daquele senhor. Pouco são os parentes tão leais.

A enfermeira presente no caso destaca a frieza necessária para lidar com ocorrências como essa e como a sensibilidade importa:

“Trabalhamos no limite entre a vida e a morte, temos de ser técnicos, mas não podemos deixar de sermos humanos. Acredito que o fato de termos duas mulheres nessa equipe foi fundamental nesse episódio que reforça o processo de humanização que a gente busca. Nós mulheres somos mais sensíveis”.

O melhor amigo do homem

Mais uma vez os cães confirmando o título que lhes pertence por direito: melhor amigo do homem. Amigo literalmente de todas as horas. Pronto para proteger o colega em um momento de vulnerabilidade.

Enquanto o ser humano, em muitos casos, procura o confidente naquele que pode lhe dar mais benefícios, os cães abraçam aqueles que lhes dão amor. A ação desses cães é a maior prova disso.

Fonte: AGORARN

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