Cientista chora ao ver medicamento contra o câncer que ele mesmo criou

O medicamento que ele desenvolveu se chama OS2966.

Uma emoção difícil de segurar. Depois de mais de 10 anos, o Dr. Shawn Carbonell teve a felicidade de ver o remédio que ele desenvolveu contra o câncer cerebral ficar pronto. A reação dele é mesmo uma coisa linda!

“Tão grato por este momento e à incrível equipe @oncosynergy por liderar o primeiro ensaio clínico. Eu incorporei esta startup há exatamente 11 anos – 31 de maio de 2011 – no último dia do Mês da Conscientização sobre Tumor Cerebral”, explicou Shawn.

O texto que vai no vídeo mostra que a jornada até aqui não foi nada fácil. O pesquisador abandonou a carreira de neurocirurgia para focar no desenvolvimento do medicamento, precisou arrecadar 20 milhões de dólares e viu seu casamento ruir.

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Seu grande combustível para seguir em frente sempre foi a vontade de ajudar a salvar vidas, ainda mais se tratando do câncer cerebral, altamente agressivo e causador de grande sofrimento aos pacientes. Assista o vídeo compartilhado por nossos companheiros lá do Razões Para Acreditar.

Inclusive, as paredes do escritório de Shawn estão cheias de fotos de pessoas com a doença. “Pelo menos metade deles já se foram, porque [o câncer] é muito agressivo”, disse, de acordo com o site UVA Today.

Shawn via que muita gente estava morrendo por causa da doença e de forma muito rápida. Sentiu que poderia ajudar e, por isso, trabalhou incansavelmente em sua causa. O medicamento que ele desenvolveu se chama OS2966, uma espécie de novo tipo de tratamento farmacêutico que dará uma chance maior de sobrevivência aos pacientes. “Minha visão é de que isso será uma das ferramentas para oncologistas tratarem qualquer câncer”.

Obviamente, o medicamento ainda não está liberado para uso imediato e precisa ser aprovado pelas autoridades.

Shawn Carbonell, o homem por trás do medicamento que pode mudar a vida dos pacientes com câncer cerebral (imagem: UVA Today)

Paixão pela ciência

Desde cedo, Shawn já mostra vocação para a ciência. Uma das suas primeiras lembranças da escola é quando um dos seus professores pediu para ele desenhar o que queria ser e ele desenhou a figura de um cientista. Na época, ele também gostava muito de répteis, insetos e plantas. “Eu sempre fui fascinado pelo mundo natural”, disse.

Foi na universidade que ficou intrigado com o cérebro, esse órgão que tem um potencial tão incrível e uma influência tão grande sobre todos nós. “Estava claro que ele tinha uma paixão por fazer pesquisas que ajudariam pacientes que sofrem de doenças neurológicas ou câncer de cérebro”, disse Gary Owens, que foi professor de Shawn na UVA’s School of Medicine, na Virgínia, nos Estados Unidos.

É muito legal conhecer histórias de quem se dedica a fazer a diferença. A pandemia que nos pegou de surpresa reforçou ainda mais a importância dos médicos e cientistas – e devemos levar toda essa gratidão que temos a eles para todas as áreas, do desenvolvimento de vacinas e remédios como o criado por Shawn até os profissionais que estão na linha de frente em hospitais e prontos-socorros.

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