Projeto brasileiro para mulheres da periferia é destaque na Bienal Internacional de Arquitetura

80 mulheres já foram beneficiadas com a iniciativa

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Ter uma casa própria é o sonho de inúmeras pessoas. Claro que não é nada fácil transformar isso em realidade, mas um projeto muito bacana que surge para tornar esse direito mais acessível é o Arquitetura na Periferia, que capacita mulheres a construírem suas próprias casas e foi destaque na Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo.

Funciona assim: grupos formados por uma média de cinco mulheres passam por uma capacitação, aprendendo todo o processo de construção de uma casa.

Isso envolve medir, desenhar, fazer cálculos e trabalhar com materiais de construção, como sacos de cimento e de areia. São feitas também oficinas de finanças pessoais – afinal, erguer uma moradia exige uma boa organização financeira.

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Mulheres colocando a mão na massa e aprendendo a construir a sua própria casa (imagem: G1/Pedro Thiago Silva/Arquitetura na Periferia/Divulgação)

“A gente quis levar para a bienal para além do antes e depois das casas. O nosso foco é justamente o processo. Esse processo que é transformador, de aprendizado, de troca de conhecimentos, de se reconhecer como uma pessoa capaz de transformar o seu próprio espaço. E a gente acha que isso tem muito a ver com o tema da bienal, que é Travessias”, explica a arquiteta Carina Guedes ao G1.

Empréstimos

Aí você pode estar se perguntando: o que adianta ensinar a construir se muitos não conseguem nem pagar os materiais necessários para uma obra como essas? Até nisso o projeto pensou! São oferecidos empréstimos para as mulheres que não possuem condições financeiras de bancar os custos.

“São pequenas quantias, para coisas mais urgentes, comprar algum material para dar o pontapé inicial naquela melhoria na casa. A grande maioria são mães e pensam muito nas crianças, em ter mais conforto, uma vida melhor. E, de certa forma, em ter alguma autonomia. Por mais que sejam chefes de família, na hora de fazer a obra, têm que contratar alguém, que normalmente é homem. E eles acabam tomando as decisões sobre as obras, sobre as casas delas”, afirma Carina.

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O projeto ensina várias etapas do processo de construção (imagem: G1/Acervo Arquitetura na Periferia/Divulgação)

Desde 2013, o Arquitetura na Periferia já capacitou mais de 80 mulheres das periferias de Belo Horizonte, São Paulo e Rio de Janeiro. Atualmente, são seis arquitetas que participam da iniciativa, além de outras profissionais das áreas de psicologia, assistência social e comunicação.

Claro que, quanto mais gente participando, mais mulheres poderão ser beneficiadas com a construção das suas próprias moradias. Nossa torcida para que o projeto continue crescendo e fazendo a diferença na vida do próximo. Parabéns à Carina e a todos que participam do Arquitetura na Periferia. E parabéns às mulheres que colocam a mão na massa e transformam o sonho em realidade!

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Vida longa ao projeto e que muitas, muitas pessoas podem ser ajudadas e tenham suas vidas transformadas.

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