Com liminares na justiça, veterinários e tutores conseguem tratamento com cannabis medicinal para pets e o resultado é mega positivo

Novas formas de tratamento

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Se você é mãe ou pai de pet sabe como um animal doente traz tristeza para a casa e muita preocupação. Remédios, cirurgias e tratamentos caros e que, infelizmente, não geram o efeito desejado desanimam os tutores que odeiam ver o bichinho sofrer. Mas e se o seu veterinário receitasse cannabis medicinal para tratar o seu o pet? Qual seria a sua reação?

Pois saiba que é exatamente isso que alguns profissionais estão fazendo e o resultado é pra lá de positivo! Um dos pacientes tratados com o medicamento é vira lata Sushi, um cachorrinho simpático de um casal de São Paulo, capital. De acordo com os tutores Marcelli Bassani e Eric Ueda, quando o animal foi adotado, ele começou apresentar um comportamento agressivo e estranho.

Procuramos a neurologista, fizemos exames e foi constatado que ele teve doença do carrapato, o que poderia estar afetando a parte neurológica. Hoje, ele é extremamente amoroso, dócil e muito diferente de quando o resgatamos”, relatou Marcelli. Para ela, a cannabis deveria ser desmistificada para se tornar mais acessível.

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Te interessa?

A veterinária de sushi, Magda Alves de Medeiros, explica que o processo de receitar a cannabis medicinal não é tão simples assim. Em casos que o especialista deseja uma forma manipulada, ele prescreve o óleo com as quantidades determinadas e certas pro animal e faz um termo de esclarecimento para o tutor. As duas vias precisam são entregues pelos donos dos animais para as associações que comercializam os óleos.

Pelo país, grupos de trabalho estão sendo montados nos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária para estruturar a terapia e garantir que ela seja usada com segurança e amparada pela legislação
Créditos: Pexels

Já a jornalista Alice Fonseca usa a cannabis há dois anos para tratar os episódios de epilepsia do seu cão, de 13 anos. Segundo ela, o animal tomava muitos medicamentos, que causavam vários efeitos colaterais. “Ele começou a ficar aéreo, sem foco, nem nos reconhecia. Com o óleo, em uma semana o quadro se reverteu. Ele é idoso, e as veterinárias já não tinham mais margem para manobras. Hoje está bem”, afirmou.

RESULTADOS POSITIVOS 

Hoje, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) permite apenas que produtos com cannabis industrializados e importados, destinados a humanos, sejam comercializados no país. Óleos e outras apresentações manipuladas são proibidos.

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Embora o uso para animais ainda não esteja regulamentado. Em todo o país, grupos de trabalho vêm sendo montados nos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária para estruturar a terapia e tentar garantir que ela seja usada com segurança e amparada pela legislação.

Enquanto o uso da cannabis medicinal não é oficialmente regulamentada, os profissionais usam uma brecha jurídica e de liminares na Justiça. Das associações, apenas a Associação Medicinal Canábica (Amec) tem permissão para fornecer cannabis medicinal para uso veterinário.

A veterinária Magda explica que a substância raramente causa efeitos colaterais nos pacientes, entre gatos, cachorros, cavalos, aves e animais silvestres. “Existem resultados comprovados, principalmente para dor, displasia, distúrbios cognitivos, alterações comportamentais como ansiedade, dermatites atópicas e dificuldades com o treinamento higiênico. Outro resultado positivo é no controle de crises epiléticas”, enfatizou.

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A gente torce para que o uso da cannabis medicinal seja liberada em breve para tratar bichinhos, afinal, eles merecem cuidados e uma boa qualidade de vida!

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Fonte: Mais Goiás

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